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Mundurukus negociam com a PM em Jacareacanga

A fim de restabelecer a ordem e a segurança em Jacareacanga, no sudoeste do Pará, lideranças da etnia Munduruku e autoridades do Sistema de Segurança Pública do Pará chegaram a um acordo parcial, ontem, após uma reunião no município. Entre as promessas es

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A fim de restabelecer a ordem e a segurança em Jacareacanga, no sudoeste do Pará, lideranças da etnia Munduruku e autoridades do Sistema de Segurança Pública do Pará chegaram a um acordo parcial, ontem, após uma reunião no município. Entre as promessas estão a construção de uma Unidade Integrada Pro Paz, composta por policiais civis e militares, o aumento do efetivo da PM e total apoio na apuração do assassinato do índio Leo Akay Munduruku.

As ações foram garantidas pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, que esteve ontem, em Jacareacanga junto com autoridades da Segup, e foi recebido por cerca de 1.600 pessoas, entre indígenas e moradores do município. Os índios apresentaram diversas reivindicações, algumas delas de competência do Poder Judiciário, outras da esfera federal e outras do Executivo.

Além de aumentar o efetivo da Polícia Militar, o secretário disse que será trocada a guarnição no município. Ele garantiu, ainda, “o apoio necessário para que possam constituir uma comissão para conversar com o governador Simão Jatene, em Belém, além de acelerar os casos que estão parados e intensificar as investigações para instruir o processo referente ao homicídio do indígena Leo Munduruku, com o devido encaminhamento ao Poder Judiciário”. Luiz Fernandes Rocha ressaltou “que não adianta destruir prédios públicos, porque desta maneira quem ganha são os bandidos, e não a população”.

Segundo o líder Munduruku, Waldeliro Manuari, a revolta dos índios, que resultou na destruição do destacamento da Polícia Militar em Jacareacanga, no último domingo (1º), “fez com que solicitássemos a presença do governador Simão Jatene e do juiz que julgará a sentença do assassino do nosso parente, Leo Akay Munduruku. Acreditamos que o secretário vai atender nossas reivindicações. Ficamos tristes porque algumas imprensas (veículos de comunicação) mentiram sobre nossas ações no município. Uns disseram que estávamos planejando saquear bancos e o comércio local, e ainda que estávamos maltratando as autoridades. Tudo isso é mentira!”, disse Waldeliro.

SEGURANÇA

O reforço do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar ficará na cidade, para realizar uma série de ações destinadas ao combate à criminalidade e à restauração da ordem, como a instalação de barreiras, incursões, fiscalizações em bares e locais de festas e combate ao tráfico de entorpecentes.

De acordo com o subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Walcir Queiroz, “todas as ações serão integradas com o grupamento da Polícia Civil, que também permanecerá no município”. O coronel Walcir esteve à frente das negociações com as lideranças indígenas, gerenciando o gabinete de crise instalado ainda em Itaituba (município que fica a 400 km de Jacareacanga).

Além do secretário Luiz Fernandes Rocha, integraram a comitiva do governo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes; o secretário geral adjunto da Polícia Civil, delegado Rilmar Firmino, e a promotora pública de Jacareacanga, Maria Raimunda Silva. (Diário do Pará).

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