Na praia, na piscina e, principalmente, no dia a dia. Não dá para abrir mão do protetor solar na hora de se expor ao sol. Os prolongados períodos sob os raios solares sem nenhuma proteção podem ocasionar uma série de danos à saúde, desde queimaduras até câncer de pele. Para aumentar a proteção, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou novas normas para a fabricação dos protetores solares.
Uma das principais mudanças é que o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS) vai aumentar de dois para seis, e a proteção contra os raios UVA terá que ser de, no mínimo, um terço do valor do FPS declarado. Os rótulos dos protetores não poderão trazer expressões como “bloqueador” ou “100% de proteção contra o sol”, pois isso não é possível. Os fabricantes têm o prazo de dois anos para se adaptar às novas regras.
As embalagens também precisam indicar a necessidade de reaplicação do produto. “É preciso passar o protetor solar a cada 2h30, mesmo que a embalagem diga que não sai na água”, explica o dermatologista Cláudio Salgado. De acordo com o médico, independente das mudanças nas normas da Anvisa, o fator de proteção solar deve ser alto. “O indicado é o fator 30 como o mínimo de proteção para a nossa região, para qualquer tipo de pele. Mas, a orientação médica é muito importante”, diz.
USO DIÁRIO
Há dois anos, o corretor de imóveis Akillis Penafort, adotou o uso do protetor solar diariamente para prevenir o surgimento de manchas de pele e até de doenças. São dois tipos, um para o dia a dia e outro para quando vai praticar uma atividade física. “Quando saio de caso uso um de fator 18 e quando vou andar de skate é um de fator maior”, conta. Os cuidados são ainda maiores com o filho, Rui Guilherme, de 2 anos e sete meses. “O dele é um específico para criança, indicado pela dermatologista, de fator 50”.
Quem for viajar para algum balneário e, consequentemente, passar muito tempo exposto ao sol, não pode descuidar da proteção. As crianças pedem um cuidado maior e o mais indicado é um protetor solar específico. “No mercado existem vários protetores próprios para crianças. Os de adultos possuem componentes que fixam o produto na pele e podem irritar a pele das crianças, causando brotoejas, por exemplo”, alerta o médico.
Mas, muitas pessoas deixam o protetor de lado porque acreditam que não vão conseguir um bronzeado. “Dá para garantir um bronzeamento usando tanto o bronzeador quando o protetor solar. É só aplicar os dois. Inclusive alguns bronzeadores já possuem protetor solar. Mas, pessoas de pele muito clara devem usar só o protetor solar mesmo”, afirma.
(Diário do Pará)
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