A manhã do segundo domingo de julho começou movimentada em uma das praias mais procuradas do distrito de Outeiro. Com o sol forte que tomou conta do céu durante toda a manhã de ontem, muita gente aproveitou para curtir as férias na Praia Grande. Acompanhada do marido, dos netos e de vizinhos, a doméstica Rosângela Gusmão aproveitava o início da praia, parte onde estavam concentrado o menor número de pessoas, para ficar de olho nas crianças que brincavam na areia. Para ela, que só poderá aproveitar um dos cinco finais de semana de julho deste ano, as praias de Outeiro são as melhores pedidas nesse verão. “Essa parte do início da praia é a mais tranquila. As crianças podem brincar à vontade”, disse. “Vou estar trabalhando nos próximos finais de semana todos, então vim trazer eles (netos) para brincar. As férias são deles, não nossas”.
Vindo de Belém em um ônibus alugado somente para a família, ela não escondia a felicidade em brincar com os netos na areia. “Aqui dá pra aproveitar bem mesmo, é só vir”, disse. “O que eu mais gosto é de brincar com ela aqui na areia”, completou a pequena Iasmim Beatriz, de seis anos. Na parte mais movimentada da praia, o que se via era a grande quantidade de pessoas tanto na areia, quanto na água. Na ilha desde o início do mês, a autônoma Elisamara Silva aproveitava o domingo de sol para se bronzear. “Pensei que o sol não ia sair. Esses dias têm chovido muito aqui em Outeiro, principalmente de tarde”, disse, já pensando em Marudá, próximo destino dessas férias.
Também foi para aproveitar a praia que a logista Sumaia dos Santos foi a Outeiro. “A gente já pensa em como vai ser a volta, então, preferimos vir pra um lugar mais perto”, dizia enquanto brincava com a filha Ariele, de um ano.
Mesmo com o anúncio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de que a praia do Cruzeiro, em Icoaraci, estava imprópria para o banho, algumas pessoas resolveram aproveitar a água. Sem nenhuma placa que indicasse a poluição, a autônoma Rosângela Garcia desconhecia o problema. “Não tava sabendo disso não. Será que é por isso que tem pouca gente aqui?”, questionava-se ao reparar de longe os filhos de 6 e 4 anos que tomavam banho.
(Diário do Pará)
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