Além de estar entre as dez mais caras do Brasil, a cesta básica dos paraenses também é a que apresenta o maior preço do quilo do feijão, produto básico na mesa dos brasileiros.
Pesquisas realizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) mostram que, de janeiro a junho deste ano, Belém foi a recordista nacional de aumentos no preço do feijão, com alta de 75,99%, enquanto que a inflação oficial medida para o mesmo período ficou em 2,32%. Nos últimos 12 meses o aumento do produto ficou em torno de 137% e a inflação ficou em torno de 4,92%.
Em junho de 2011, o quilo do feijão foi custava cerca de R$ 2,63. Em janeiro desde ano, foi comercializado por R$ 4,21, mas acabou fechando o mês de junho deste ano sendo vendido por R$ 6,23.
Segundo o Dieese/PA, o custo de vida no Pará é um dos maiores do País, puxado, principalmente, pela alta na alimentação. No caso do feijão, uma das principais causas é a importação do produto e a falta de uma ampla política do Estado em relação ao abastecimento interno. Cerca de 70% dos produtos básicos que chegam a mesa dos paraenses são trazidos de outros Estados.
As altas de preços nos produtos básicos, como o feijão, ainda devem continuar, já que as pesquisas realizadas pelo Dieese/PA, no início de julho, não apontaram queda no preço do produto.
Confira o ranking das dez capitais que apresentaram maior alta no preço do feijão de janeiro a junho de 2012
1º Belém 75,99%
2º Aracaju 60,10%
3º Fortaleza 59,60%
4º Natal 58,57%
5º São Paulo 58,82%
6º Recife 58,10%
7º João Pessoa 56,50%
8º Manaus 47,17%
9º Goiânia 45,81%
10º Belo Horizonte 45,18%
(DOL, com informações do Dieese/PA)
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