As greves dos servidores de vários setores da esfera federal e dos funcionários da área da saúde de Belém parecem ainda estar distantes do fim. Diante dos impasses entre estas categorias e o poder executivo, resta à população ficar com as consequências da falta de aulas nas universidades e a dificuldade para obter atendimento nos hospitais.
Em todo Brasil, servidores das universidades e institutos federais estão em greve há quase dois meses e, em algumas instituições, os estudantes aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) tiveram problemas para efetuar matrícula, encerrada nesta segunda-feira (9), justamente pela ausência de funcionários para realizar o procedimento.
Aqui no Estado, os servidores e docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) também continuam com as atividades paralisadas, em reivindicação para a incorporação de gratificações ao salário, 4% de aumento e uma reestruturação no plano de carreira da categoria, além de mais segurança e melhores condições de trabalho nos campi. No campus Belém do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), as exigências são as mesmas e, além da greve, o andamento das atividades ainda se agrava pelas recentes denuncias de corrupção na diretoria da instituição.
SAÚDE
As negociações entre os profissionais da saúde de Belém e a administração municipal também seguem sem progressos. Médicos ligados à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) prosseguem em estado de greve, desde o dia 20 de junho. No Hospital de Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o atendimento vem sendo feito com apenas 30% do efetivo, o mínimo estipulado por lei em movimentos grevistas.
A situação ainda pode ficar mais complicada, porque demais profissionais da área da saúde, como nutricionistas, psicólogos, odontólogos e assistentes sociais uniram suas reivindicações à pauta dos médicos, e caso não haja resposta da Sesma, pode ter início uma paralisação também de todas estas outras categorias.
De acordo com Wilson Machado, diretor de defesa profissional do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), a Secretaria um prazo para emitir uma resposta. Passado esse prazo, se os profissionais da saúde não obtiverem entendimento com a administração municipal, uma nova assembleia geral será convocada para definir os rumos da greve. (DOL)
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