Quem esperava um trânsito livre na volta do segundo final de semana das férias, precisou de um pouco mais de paciência. Por volta das 7h, era intenso o fluxo de veículos na chegada a Belém, com filas que alcançavam a entrada de Mosqueiro. Uma colisão traseira, entre um veículo de passeio e uma carreta, na altura do km 10, deixou o trânsito ainda mais lento.
“Quis fugir de qualquer engarrafamento e mesmo assim fiquei parada. Acho que muita gente pensou como eu”, comentou Magali Coelho, que voltava com a família de Salinas. “Tem fila desde longe, mas a sorte é que está fluindo. Quando chega em Marituba é que fica mais devagar. É sempre assim. Só tem essa entrada para Belém, aí não tem jeito”, lamentou o autônomo José Cruz, que precisou voltar para a capital, deixando esposa e filhos em Mosqueiro.
Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Márcio Freitas, o volume de carros que passavam pela barreira pela manhã chegou a 30 por minuto, mas poderia ser maior não fosse a lentidão. “Na verdade, esse número acaba não sendo uma referência real porque como o trânsito está lento passam menos carros nesse intervalo de tempo. Mas o fluxo está bastante intenso, bem acima do normal e do registrado na semana passada”.
Balanço
No meio da manhã, a PRF divulgou o balanço do segundo final de semana das férias. No total, foram registrados nas rodovias federais do Estado, 49 acidentes que resultaram em 31 pessoas feridas e 4 mortas. Entre sexta e domingo da semana passada, a PRF registrou 42 acidentes, com três mortes. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de quase 20%.
Os números apontam ainda que aproximadamente 69% dos acidentes estão diretamente ligados à conduta do motorista. Falta de atenção (19 acidentes), não guardar distância de segurança do veículo à frente (07), ultrapassagem em local proibido (03) e ingestão de álcool (05), foram as principais causas de acidentes nas estradas. Do total de acidentes registrados, 21 ocorreram entre os quilômetro 0 e 20 da BR-316, no trecho entre o entroncamento e Benevides.
“No perímetro urbano a maior parte dos acidentes ocorrem porque o condutor insiste em não guardar a distância de segurança do veículo da frente, fluir com velocidade incompatível com a via e não sinalizar com antecedência. Nos trechos de perímetro rural, o maior problema está na ultrapassagem e no excesso de velocidade. A associação de álcool e direção também é muito perigosa por isso intensificamos a fiscalização nesse período”, alertou o inspetor.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar