Cinquenta por cento. Essa é a média de aumento percebida pela nutricionista Maria do Socorro Santos quando chega o período de férias escolares. Segundo ela, despesas extras com alimentação vestiário e transporte aumentam, e muito, os gastos nesse período do ano. “Eles já começam no mês anterior ao das férias. Tem que comprar camisa para um, biquíni para outra e assim vai”.
De acordo com Maria do Socorro, quando a viagem é para outro Estado, os gastos são ainda maiores e chegam a aumentar em até 100%. “Sempre tem um pouco a mais por causa do dinheiro que recebemos para as férias, tentamos gastar apenas isso”, disse ao lembrar que nem sempre o plano consegue ser cumprido. “As últimas férias que fizemos, em janeiro, acabamos gastando mais do que esperávamos. Precisamos de uns três meses só para pagar as dívidas das férias”.
Para o economista Afonso Chermont, o perigo das férias está justamente nesse ponto. Segundo ele, a melhor opção é planejar tudo o que irá gerar custos extras. “Quem é assalariado recebe a antecipação do salário e, se a pessoa começa a gastar tudo, vai faltar para o próximo mês”, acredita. “É preciso ir atrás de promoções, tirar o máximo de proveito do dinheiro que se tem”.
Outra dica do economista é a compra dos produtos necessários de forma regrada. Segundo ele, não se pode perder de vista os custos que seguem no mês posterior ao das férias de julho, como a compra de material escolar para os filhos, por exemplo. “Sabemos que 40% da população brasileira está endividada, por isso, é preferível, às vezes, comprar menos e depois repor do que comprar e sobrar”, afirma. “O recebimento do salário antecipado é uma ilusão porque, no próximo mês, se terá as mesmas despesas. A antecipação não é um 14º salário”.
(Diário do Pará)
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