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Passado e propostas de candidatos sob avaliação

O autônomo Eduardo dos Santos não hesita em definir suas expectativas para o pleito eleitoral que irá determinar o próximo gestor municipal de Belém. Com a proximidade das eleições para prefeito e vereadores, que ocorrerá em outubro próximo, ele já desenv

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O autônomo Eduardo dos Santos não hesita em definir suas expectativas para o pleito eleitoral que irá determinar o próximo gestor municipal de Belém. Com a proximidade das eleições para prefeito e vereadores, que ocorrerá em outubro próximo, ele já desenvolveu sua estratégia para escolher em quem votar. “A nossa esperança é sempre de mudança. A gente tem que avaliar sempre quem será o melhor”.

Morador do bairro do Tapanã, onde também recebe assistência médica, o vendedor de bombons aponta o principal aspecto pelo qual ele pretende avaliar cada um dos dez candidatos à prefeitura do município. “O que eu mais viso mesmo é a saúde. A gente, que usa a coisa pública, sabe que a saúde, hoje, é o caos”, comenta. “E ver isso é o principal porque sabemos que, tendo saúde, a gente consegue tudo”.

Para ele, o principal meio para se avaliar o trabalho dos candidatos é a experiência de cada dia. No momento do voto, ele afirma que não irá esquecer dos problemas enfrentados ao longo do ano para conseguir atendimento. “Dá pra ver quando um prefeito não tá trabalhando pela saúde. Dependendo de como tá a saúde do lugar, a gente sabe se estão fazendo certo ou não”.

Apesar da não liberação das campanhas eleitorais na televisão e no rádio – só poderá ser feita a partir do dia 21 de agosto –, o mototaxista Nilson Roberto já vê um clima diferente na cidade. Para ele, as propagandas eleitorais já tomam conta de Belém.

Na opinião de Nilson, mais do que os candidatos falam na televisão, importará o que já fizeram ao longo de suas vidas políticas. “Tem que ver o que estão fazendo. O trânsito, por exemplo, está um caos, tem muito o que melhorar na saúde...”. Apesar do maior foco nas ações práticas dos candidatos, ele afirma que não pretende fiscalizar mais profundamente o que cada candidato irá fazer nesse período que antecede o dia da votação. “Denunciar não adianta porque a corrupção na política é geral. Tem tantos candidatos se envolvendo em problemas que, se denunciar, não sobra nenhum”.

DENÚNCIA
Já o bombeiro civil Antônio Carlos da Natividade, que votará pela primeira vez nessas eleições, pretende denunciar qualquer irregularidade que identificar durante as campanha eleitoral. Para ele, o passado do candidato não terá muita importância, mas ficará atento a tudo o que os interessados no cargo fizerem daqui em diante. “Tem que falar, denunciar quando ver alguma coisa errada porque, se não, é pior. Vai ficar tudo escondido e ninguém vai saber”, acredita. “Pra mim o que vai fazer diferença é o presente. Não me interessa o que o candidato fez no passado porque já passou”.

Ainda com pouca experiência em eleições, ele ainda não começou a se informar sobre os interessados em gerir o município onde mora. A poucos meses da votação, não conhece todos os candidatos e não tem ideia de quem poderá receber seu voto, mas está certo de que as propagandas serão apenas auxiliares em sua escolha. “Pelo pouco que eu tô vendo, acho que a campanha está devagar. Passo muito tempo trabalhando e não tenho acompanhado essa campanha, mas sei que vou prestar mais atenção no que eles fazem e não no que dizem fazer”.

“O que mais presto atenção são nas propostas”
A comerciante Elizabete dos Santos diz que fica atenta para cada novidade acerca dos candidatos. Ela, que tem uma banca de revistas, não deixa de ler as notícias que falam das eleições. “O que mais presto atenção são nas propostas. Se elas têm veracidade ou não”, afirma. “Não tô vendo muita divulgação, mas o que tem, eu presto atenção”.

Para ela, antes de qualquer coisa, as propostas de segurança falarão mais alto no momento de sua escolha. “Não temos mais nem como trabalhar com tanta insegurança. A gente vê que já tá em período de eleição porque vê todo mundo falando que fez essa e aquela obra, mas de segurança, não”.

As obras são, justamente, o foco do frentista Márcio Rodrigues na hora de escolher um candidato. Como estratégia, também tentará levantar informações além das que vêm sendo divulgadas em campanhas. “Procuro me informar mais sobre as obras. É preciso identificar quem são os que estão realmente preocupados com a população. A gente tem é que diferenciar campanha política do que será, realmente, benefício pra população”, afirma, ao lembrar que também pretende escolher seu candidato pelo partido. “As pessoas têm o costume de levar a coisa pro lado pessoal. Não é esse ou aquele prefeito que não presta, é o partido dele. Dependendo do partido, eu não voto naquele candidato”.

(Diário do Pará)

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