Vinte médicos residentes que atuam no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) estiveram na sede do Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa), na manhã desta quarta-feira (11), para denunciar uma série de problemas na unidade, como a falta crônica de remédios e de materiais básicos para o atendimento.
Após ouvir as denúncias, o Sindicato decidiu fazer uma representação junto ao Ministério Público Federal, para buscar soluções definitivas às questões atribuídas ao hospital, que é ligado à Universidade Federal do Pará (UFPA).
Segundo os denunciantes, o hospital chegou a ficar sem soro fisiológico na semana passada e, por conta da precariedade, cirurgias já foram desmarcadas diante da falta de compressas e luvas. Os residentes apontaram, ainda, que faltam remédios de uso básico, como antibióticos, anticoagulantes e analgésicos. Equipamentos como sonda nasoenteral (para alimentação de paciente), desfibrilador (para reanimação) e para eletrocardiograma (monitoramento cardíaco) também estariam em falta.
Os médicos relataram que, na última terça-feira (10), sete cirurgias teriam sido adiadas por falta de água, demonstrando que as dificuldades não são apenas relativas aos materiais, mas também à infraestrutura do estabelecimento. Problemas nas instalações elétricas também estariam prejudicando o atendimento de vários pacientes.
De acordo com os residentes, “mortes poderiam ter sido evitadas se estivessem disponíveis medicamentos, equipamentos e condições de trabalho adequadas”. O sindicato os orientou a, diariamente, registrarem os problemas no prontuário e no livro de registro de ocorrências médicas e, se necessário, que façam também boletim de ocorrência em uma delegacia, para eu não sejam responsabilizados por mortes que possam ocorrer pela falta de estrutura no hospital.
Outras medidas também foram deliberadas pelo Sindmepa, com relação ao Barros Barreto. A entidade deve realizar uma assembleia geral com os médicos do hospital universitário e, posteriormente, pedir uma audiência com a direção geral da instituição.
O Sindmepa informou que, além da representação no MPF, conduzirá também o caso para o Conselho Estadual de Saúde com pedido de audiência pública, e ao Conselho Estadual das Entidades Médicas do Pará. (DOL, com informações do Sindmepa)
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