Os médicos anestesiologistas que prestam serviço para a Prefeitura de Belém por meio da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Estado do Pará (Coopanest-PA) fecharam acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), quarta-feira (11), e já voltaram ao trabalho. Eles estavam em greve desde o dia 19 de março quando foi suspenso o atendimento de cirurgias eletivas para os pacientes do SUS nos hospitais ligados à prefeitura.
A categoria resolveu paralisar as atividades por causa do atraso no pagamento dos anestesiologistas cooperados pela prefeitura desde novembro do ano passado. Eles também reivindicavam reajuste de 200% no valor pago pelo SUS para os anestesistas. que varia de acordo com o procedimento cirúrgico.
O diretor superintendente da Coopanest-PA, Mariano Macedo, que chegou a ameaçar paralisar a urgência e emergência, disse, ontem, que “está tudo acertadinho, tudo bonitinho. Graças a Deus parece que a coisa agora vai andar”. Ele informou ainda que “já está todo mundo trabalhando, todo mundo já voltou”. Ontem mesmo, segundo ele, o pessoal já foi distribuído para os prontos-socorros da 14 de Março e do Guamá e para Mosqueiro.
Ele disse ainda que a prefeitura se comprometeu em melhorar as condições de trabalho dos médicos anestesiologistas e concordou em pagar todo o atrasado.
Segundo a Sesma, mais de 500 cirurgias eletivas, que são previamente agendadas, realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais particulares e filantrópicos foram adiadas em Belém, por causa da greve dos médicos anestesistas. Mas, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Pará (Sindesspa), esse número pode passar de mil.
Atualmente, 204 médicos estão associados á Coopanest-PA, dos quais cerca de 90% trabalham para a prefeitura.
(Diário do Pará)
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