Durante o mês de junho de 2012, o índice que mede a variação de preços de produtos e serviços componentes do orçamento das famílias que recebem entre um e oito salários mínimos na Região Metropolitana de Belém (RMB) recuou 0,14% em relação a maio, registrando a taxa de 0,80%. Foi o que apontou o boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado mensalmente pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp).
O grande responsável pela baixa geral foi o grupo Alimentação e Bebidas que, por ter um peso maior no orçamento familiar, teve uma redução de 0,99 pontos percentuais na sua variação de preços, apresentando taxa positiva de apenas 0,34%. Os subgrupos que mais contribuíram para o recuo foram Alimentação fora do Domicilio (-2,27%) e Alimentação no Domicilio (0,47%). Já entre os subitens que tiveram maiores baixas ficaram Peixes e Crustáceos (-3,90%), Aves e Ovos (-1,45%) e Frutas (-2,52%). Entretanto alguns subitens ainda tiveram representativo aumento de preços, como Hortaliças, Legumes e Verduras (7,26%) e Tubérculos e Raízes (5,53%).
Outros grupos que apresentaram taxa positiva, mas com menor peso no orçamento das famílias da RMB, foram Transporte (3,65%), Saúde e Cuidados Pessoais (2,26%), Comunicação (1,64%), Educação, Leitura e Papelaria (1,42%), Vestuário (1,00%) e Móveis e Equipamentos Domésticos (0,58%). No grupo Transportes, a taxa foi pressionada pelo subitem Transporte Particular (8,89%), com destaque para os itens: óleo lubrificante (18,92%), conserto de automóvel (15,16%), motocicleta (12,31%).
No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (2,26%), os subitens que mais influenciaram a aceleração dos preços médios foram os Serviços Médicos (6,32%) e planos de saúde (10,83%), em função dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o subgrupo Cuidados Pessoais (3,49%), com os itens: bronzeador (9,29%), perfume (5,07%) e hidratante (5,47%).
Em Comunicação (1,64%) a taxa foi pressionada pelos preços dos aparelhos de telefones celulares (15,03%), mas os itens TV por assinatura (-0,63%), aparelho de telefone convencional (-5,72%) e as taxas constantes nas tarifas de telefone residencial fixo e móvel contribuíram para atenuar a média geral. Já no grupo Educação, Leitura e Papelaria, as maiores altas foram dos itens uniforme escolar (16,26%) e outros artigos de papelaria (6,42%). Os que registraram taxas negativas foram: assinatura de periódicos (0,15%), livro escolar do primeiro e segundo grau (1,51%) e caderno (1,23%).
Em Vestuário, a variação de 1,00% foi impulsionada por itens bastante consumidos no período próximo às férias, como: biquíni (5,57%), maiô (4,40%), sandália de borracha (3,83%), óculos sem grau esportivo (8,08%), bermuda (2,74%) e tênis (1,74%). No grupo Móveis e Equipamentos Domésticos (0,58%), os itens que mais influenciaram foram: Eletrodoméstico e Equipamentos (2,15%) com destaque para ferro elétrico (4,64%), fogão (2,53%), freezer (2,33%), maquina máquina de lavar roupa (1,44%), geladeira (1,64%), ventilador (1,30%) e liquidificador (1,68%).
Os dois únicos grupos que tiveram variações negativas em junho foram Despesas e Serviços Pessoais (-0,09%), com destaque para os itens: sapateiro (-18,84%) e máquina fotográfica (-17,64%) e o grupo Habitação (-1,54%), tendo maior influência dos itens gás de bujão (-4,18%), tinta para casa (-5,78%), material de pintura em geral (-5,86%), material hidráulico (-4,50%) e ferragens (-0,64%). O boletim divulgado pelo Idesp ainda revelou que a taxa acumulada do IPC relativa aos últimos 12 meses (julho/11-junho/12) foi de 11,66%, ficando 3,16 pontos percentuais acima do resultado observado para o período de julho 2010 10 a junho de 2011, de 8,50%. O acumulado no ano (jan-jun/12) alcançou 7,01%, superior ao registrado no mesmo período do ano anterior de 3,87%.
A Cesta Básica, também calculada durante a pesquisa, registrou alta de 2,53% em relação a maio, ficando em R$ 226,27, correspondendo a 36,38% do salário mínimo vigente, de R$ 622,00. Dos produtos componentes da Cesta, oito apresentaram taxas positivas, foram: café moído (9,20%), carne de 2ª (1,50%), arroz polido (1,94%), farinha de mandioca (2,41%), tomate (12,09%), leite in natura (0,69 %), óleo de soja (1,12%), banana prata (4,84%) e manteiga (3,02%). Os que apresentaram taxas negativas foram: feijão rajado (-3,63%) e açúcar refinado (-2,81%). O único produto que permaneceu com seu preço médio inalterado foi pão comum.
(Ascom Idesp)
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