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Presos 5 acusados de envolvimento em assassinato

A operação “Seth” da Polícia Civil realizada nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (12) resultou na prisão de cinco pessoas acusadas de terem participação no misterioso assassinato do empresário Carlos Augusto Isidoro Moraes, 40 anos, ocorrido em 2

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A operação “Seth” da Polícia Civil realizada nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (12) resultou na prisão de cinco pessoas acusadas de terem participação no misterioso assassinato do empresário Carlos Augusto Isidoro Moraes, 40 anos, ocorrido em 26 de maio desse ano em Castanhal. Após 45 dias de investigação a polícia acredita que o crime teria sido encomendado pela ex-mulher da vítima, Jacilene Melo da Silva Moraes, juntamente com o atual namorado dela, o secretário de Planejamento do Município de Capanema, Rubens Gomes de Souza Junior. Os dois foram presos. A motivação do crime seria disputa patrimonial pós-separação.

O casal teria procurado Jucelino Cristino Vieira Melo, e contratado o serviço da execução através dele, que seria o intermediário do crime. O cabo da Polícia Militar, Juarez do Socorro dos Santos Pantoja, seria o autor dos cinco disparos fatais contra o empresário. Marciano da Costa Nascimento, conhecido como “Banha”, também foi preso, suspeito de também ter participado na intermediação do crime. Os supostos mandantes e Jucelino teriam sido presos em Capanema, Marciano em Castanhal e o cabo da PM em Gurupá.

A operação “Seth”, que recebeu o nome do Deus egípcio da traição, mobilizou policiais da Divisão de Homicídios, Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e superintendências regionais da Polícia Civil da zona bragantina e da região do salgado. Ao todo 34 servidores atuaram simultaneamente nos três municípios para que as prisões tivessem êxito completo. O cabo Pantoja foi trazido de Gurupá de avião. Ao todo foram cinco mandados de prisão e mais nove mandados de busca e apreensão que resultou na apreensão de dois revólveres calibre 38, duas armas Ponto Quarenta, além de munições.

Durante coletiva concedida na Divisão de Homicídios, a delegada que preside o inquérito, Daniele Bentes, explicou que contra Marciano foi expedido um pedido de prisão temporária e para os outros quatro um pedido de prisão preventiva, depois que a polícia coletou provas suficientes de que o casal Jacinete e Rubens teriam contratado os serviços de uma rede de execução que provavelmente já teria realizado outras execuções.

O cabo da PM foi preso enquanto estava em serviço. Com ele foi apreendida a arma da corporação, uma Ponto Quarenta, e mais dois revólveres calibre 38 que ele não soube explicar a origem. “Ele disse que ganhou a arma do dono de um barco. Obviamente ele está mentindo”, informou o delegado geral adjunto Rilmar Firmino. Mas apreensão mais importante foi uma arma Ponto Quarenta cromada, que a polícia acredita ter sido usada no crime. “A perícia confirmou que os disparos saíram de uma arma Ponto 40. Por isso acreditamos que essa tenha sido a arma do crime”, relatou o diretor da Divisão de Homicídios, Gilvandro Furtado.

A arma teria sido encontrada na casa da namorada de Jucelino. Ela teria sido guardada lá para despistar as investigações.

(Diário do Pará)

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