Internada na Fundação Santa Casa de Misericórdia, em Belém, desde a última quarta-feira (11), a adolescente C.M.F, 16 anos, é a oitava vítima de escalpelamento, este ano, no Pará. Ela sofreu o acidente no interior de Igarapé-Miri, região do Baixo Tocantins, onde mora com a família.
O acidente ocorreu no início da tarde de quarta-feira, contou a irmã da vítima, Simone Fonseca da Silva. A adolescente apanhou o barco da família para visitar parentes em uma localidade próxima onde mora. O motor da embarcação estava com o eixo desprotegido e, embora a adolescente estivesse com os cabelos presos, uma parte deles se soltou e foram sugados pela engrenagem. Com a força do motor, o couro cabeludo foi totalmente arrancado.
Essa é a terceira vítima de escalpelamento em Igarapé-Miri. Apesar das constantes campanhas de prevenção, os acidentes continuam acontecendo. “Este ano já foram oito casos desse tipo. Precisamos intensificar as campanhas de conscientização de cobertura do eixo do motor e garantir um maior comprometimento das prefeituras das regiões ribeirinhas no sentido de fiscalizar e educar seus moradores”, alerta Socorro Ruivo, coordenadora do Programa de Assistência Integral às Vítimas de Escalpelamento (Paives).
A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, Defensoria Pública e outros órgãos de governo, intensificam as campanhas permanentes de prevenção, neste mês de julho, por causa do aumento de viagens para as localidades ribeirinhas.
Em 2011, foram registrados nove escalpelamentos no Estado. Em 30 anos (1982-2012) foram registrados mais de 250 casos, A Marinha instala a proteção do eixo do motor, sem custos e sem punição para os donos. Para isso, basta que eles entrem em contato com qualquer navio da Marinha.
(Diário do Pará)
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