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Risco de contaminação por varicela é neutralizado

A Unidade Neonatal de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém, não receberá novos pacientes até o próximo domingo, 22. A medida de precaução está sendo tomada em virtude do quadro de varicela (catapora) apresentado por u

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A Unidade Neonatal de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém, não receberá novos pacientes até o próximo domingo, 22. A medida de precaução está sendo tomada em virtude do quadro de varicela (catapora) apresentado por uma das crianças internadas na unidade na última segunda-feira, 9.

Após o diagnóstico, o recém-nascido foi medicado e colocado em isolamento respiratório para evitar o contágio das demais crianças, que também foram submetidas à imunização preventiva.Na manhã desta sexta-feira, 13, a diretora presidente do hospital, Ana Lydia Cabeça, verificou, junto com a equipe médica que acompanha o caso, o quadro de saúde dos bebês internados na UTI Neonatal.

Segundo ela, todos estão bem e não apresentam sintomas da catapora. Prestes a completar um mês de vida, a criança diagnosticada com varicela deu entrada no Hospital de Clínicas no último dia 5, encaminhada pelo Hospital Santo Antônio Maria Zaccarias, do município de Bragança, nordeste paraense, com um quadro de cardiopatia congênita.

Depois de quatro dias de internação a varicela foi diagnosticada pela equipe médica do hospital. “O quadro só se configurou no quinto dia de internação, ou seja, ainda no período de incubação da doença”, informa Ana Lydia Cabeça.A mãe do bebê infectado com a varicela, Carla Camargo, assegura que a criança foi contaminada ainda em Bragança, mas pelo fato da doença ainda estar no período de encubação ela não observou nenhum sintoma na filha. “Eu soube de um bebê com catapora que tinha recebido alta no hospital de Bragança um pouco antes da minha filha ser internada.

Como ela não apresentou nenhum sintoma, eu não sabia que estava com a doença até ser diagnosticada aqui no Hospital de Clínicas”, conta Carla, que assim como a filha e os outros pacientes da UTI Neonatal, também recebeu a vacina contra a doença.Carla ressalta que está mais tranquila por saber que a filha está sendo assistida pela equipe médica do HCGV.

PrecauçõesDe acordo com a chefe da comissão de Infecção do Hospital de Clínicas, Andréa Beltrão, a equipe está tomando todas as precauções necessárias para a recuperação da criança. “Ela está fazendo uso de um antiviral que evita o aparecimento de novas lesões e não traz nenhuma complicação à cardiopatia”, afirma a médica. A criança está sendo monitorada permanentemente e terá a complexidade cardíaca avaliada para que se verifique a possibilidade de uma cirurgia.Durante os 10 dias, o Hospital de Clínicas encaminhará as mães cuja gravidez seja considerada de risco para outras maternidades. “Já avisamos a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e o Departamento de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para que esses casos sejam encaminhados para outras unidades.

No entanto, as mães que chegarem aqui em trabalho de parto normal serão atendidas pela equipe obstétrica do hospital. Para isso, contamos com a compreensão do público, em especial das futuras mães, e estamos avisando formalmente às demais maternidades sobre o procedimento que estamos adotando”, ressalta a diretora do Hospital de Clínicas, Ana Lydia Cabeça.

(Agência Pará)

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