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Afogamento está entre os grande vilões do verão

No Terminal Rodoviário de Belém, as conhecidas recomendações são repassadas. Sentada ao lado da mãe e das bagagens que as acompanharão até Mosqueiro, a pequena Aline da Cruz, de sete anos, ouve atentamente as orientações. “Não pode ir pra água sozinha, nã

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No Terminal Rodoviário de Belém, as conhecidas recomendações são repassadas. Sentada ao lado da mãe e das bagagens que as acompanharão até Mosqueiro, a pequena Aline da Cruz, de sete anos, ouve atentamente as orientações. “Não pode ir pra água sozinha, não pode passar daquela parte mais rasa da beira, não pode ir pro fundo e nem se afastar da gente”, lembra a mãe Ádria de Oliveira. A preocupação da estudante com a possibilidade de afogamento da filha não é à toa.

De acordo com um levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por ano, cerca de 500 mil pessoas morrem afogadas em todo o mundo, sendo que, no Brasil, esse índice chega a sete mil pessoas. O afogamento, segundo o estudo, já é a segunda causa de morte acidental de crianças entre cinco e 14 anos.

De acordo com o coronel Carlos Reis, do Corpo de Bombeiros, no caso das crianças, a principal causa de afogamento é a falta de atenção dos pais, principalmente nesta época do ano, quando muita gente prefere aproveitar as férias de julho nos balneários do interior do Estado. Segundo ele, o princípio de afogamento é a ocorrência mais identificada pela corporação durante as ações de veraneio. “Os afogamentos com crianças acontecem por displicência dos pais”, afirma. “A vigilância é muito importante”.

A atendente de farmácia, Olinda Carvalho, também estava preocupada com a segurança da filha Flávia Mendonça, de cinco anos. Na mala que a família leva para o igarapé de Vila Mau - no quilômetro 50 de Marapanin -, estão boias e coletes salva-vidas. “Levo pra ela ficar mais segura, mas, mesmo assim, não deixo ela ficar sozinha na água, não”, afirma. Independente do auxílio que esses recursos podem trazer, o coronel Reis lembra que não são garantia de não afogamento. “As boias e coletes ajudam, mas é importante saber seu limite porque elas não dão segurança total.

A boia não é garantia de que a criança não vá se afogar”, afirma, ao lembrar que os adultos também correm risco. “A ingestão de bebida alcoólica também é outro fator de afogamento. As pessoas acabam se tornando afogados em potencial porque vai chegar um determinado momento em que a pessoa embriagada vai sentir câimbra, vai ficar cansada”.

Segundo ele, dentre os destinos mais procurados durante o verão paraense, há aquelas praias e igarapés que, por característica própria, exigem maior atenção. “O Igarapé do Caraparú, em Santa Izabel, e o da Santa Rosa, na estrada de Vigia, exigem muita atenção. Assim como as praias de Outeiro e Mosqueiro e as praias de mar por conta dos valões”, orienta. A praia do Tucunaré, em Marabá, também exige muito cuidado porque, quando se vê, a pessoa cai num buraco grande”.

(Diário do Pará)

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