Filas grandes no Terminal Rodoviário, trânsito lento na saída de Belém e, pelo menos, dois acidentes marcaram o início do terceiro final de semana de julho. Paciência foi o item indispensável na bagagem dos veranistas que, ontem, deixaram Belém e seguiram para os balneários para aproveitar o terceiro fim de semana das férias. Quem deixou para comprar a passagem na última hora acabou enfrentando filas enormes nos guichês das empresas de ônibus intermunicipais e interestaduais no Terminal Rodoviário.
Com os ônibus lotados, muita gente teve que viajar em pé. Gerisvaldo Saraiva, 32, chegou por volta das 10h ao Terminal no intuito de comprar uma passagem para Marabá. Porém, só conseguiu vaga no ônibus das 21h20. “Eu ainda tive sorte de conseguir comprar passagem para o mesmo dia.
Tem muita gente reclamando que não conseguiu passagem para viajar sentado. Alguns até desistiram”, disse. A estudante Joyce dos Santos, 22 anos, chegou à rodoviária por volta das 17h e não sabia a que horas iria embarcar. Com o filho, ela tentava comprar uma passagem para Mosqueiro. “Como ele é pequeno, tenho receio de viajar em meio a tumulto”, destacou. O Sinart, responsável pela administração do Terminal, estima que hoje, mais de 40 mil pessoas devem passar pelo local e que, até o final do mês, mais de 270 mil veranistas devem deixar a cidade pela rodoviária. Segundo a empresa, este ano, a expectativa é que haja um aumento de 3% no número embarques.
Na Praça do Operário, em São Brás, o cenário não era diferente: centenas de veranistas formavam fila e passaram até três horas esperando para viajar para Mosqueiro.Este foi o caso da estudante Aline Ferreira, 20 anos, que, junto com um grupo de amigas, escolheu viajar ontem. “Cheguei aqui por volta das 14h30 e já são 17h e ainda nem embarquei”, reclamou. “Tem gente furando a fila aí na frente e os fiscais da Ctbel não tomam nenhuma atitude”, denunciou.
De acordo com o fiscal João Souza, apesar da demanda ser grande, todos os passageiros estavam conseguindo embarcar. Os coletivos saíam em intervalos de 20 a 30 minutos. “Até agora, não houve muito tumulto, só algumas pessoas que questionam quando alguém guarda lugar para outro e isso gera discussão na fila”, frisou. Ao todo, 35 veículos foram disponibilizados – 13 a mais do que em dia normal.
TRÂNSITO
No final da tarde, o trânsito ficou lento na saída da cidade por causa do grande número de veranistas que deixavam Belém em direção às praias e balneários do Estado. Aproximadamente, 55 carros por minuto passavam pela barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ananindeua. Pelo menos, dois acidentes foram registrados até aquele momento, mas sem vítimas fatais.
O primeiro aconteceu na altura do Km 2 da rodovia BR-316 e envolveu um ônibus, uma caçamba e um motociclista, que sofreu ferimentos leves. O outro foi uma pequena colisão entre carros.Os congestionamentos começavam desde a Almirante Barroso por causa das obras do BRT. No Entroncamento, o fluxo de veículos ficou complicado e, em alguns momentos, chegou a ficar parado. Na rodovia BR-316, o engarrafamento se estendeu até a barreira da PRF, em Ananindeua.
(Diário do Pará)
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