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Rios de Belém são opções de diversão

O ritmo frenético de cidade grande e o vai e vem dos veículos e a fumaça que sai dos escapamentos parece envolver Belém em uma cortina que durante o mês de julho é arrancada. Esse período permite ao paraense enxergar aquilo que sempre esteve acessível. Ce

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O ritmo frenético de cidade grande e o vai e vem dos veículos e a fumaça que sai dos escapamentos parece envolver Belém em uma cortina que durante o mês de julho é arrancada. Esse período permite ao paraense enxergar aquilo que sempre esteve acessível. Cercada por ilhas, Belém tem vocação natural para diversão nos rios.

Morando em São Paulo há quase quatro décadas, a aposentada Edna Saldanha, 67 anos, jamais esquece a sensação de sentir o toque do vento que vem da Baía do Guajará em seu rosto. Nas férias regulares, o passeio fluvial pela orla da cidade está fixo no roteiro da paraense. “Belém é uma cidade ribeira, mas cresceu de costas para os rios. Isso é um pecado. Passear pela orla é incrível. Eu trouxe filhos, netos, irmã, cunhado. Sempre tem alguém vindo pela primeira vez, mas a verdade é que, apesar de ter vindo diversas vezes, eu adoro fazer esse tipo de passeio”, comenta a aposentada animada pelo passo marcado do carimbó, apresentado durante os 90 minutos de percurso que se estende desde a Estação das Docas até o bairro da Condor, ao entardecer.

“Essa é um terra linda. São muitas as opções. Quem tiver oportunidade precisa conhecer nossas maravilhas”, comenta, enquanto apresenta a orla, a guia de turismo, Ana Cristina Soares. Na empresa em que trabalha, com box na Estação das Docas, há pelo menos oito opções de passeios fluviais com diferentes preços e itinerário. “A gente que é daqui [Belém] nem sempre dá valor a essas riquezas. Mas é muito maravilhoso esse contato com a natureza”, opina o engenheiro mecânico, Romariz Santos, 59, que com o celular filma a beleza do pôr do sol. “É o tipo de experiência que todo paraense devia ter. É bonito demais”, afirma.

É a beleza que também chama a atenção da psicóloga Lorena Jacob, 35 anos, que tem aproveitado o mês de julho para fazer aulas de canoagem. O sol ainda nem raiou e ela já está a postos no Ver-o-Rio para uma nova aula. Disposição que tem justificativa. “O contato com a natureza te dá muita energia. Entrar na água e em poucos minutos perceber a mudança do cenário é incrível. Apesar das inúmeras possibilidades ainda temos pouco acesso à água. A canoagem nos permite um outro olhar e o mês de julho nos dar essa liberdade para dedicação. É uma forma de começar bem o dia. Uma terapia”,. Leia mais no Diário do Pará.

(Diário do Pará)

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