Durante as férias, quem resolveu ficar em Belém, por opção ou falta dela, parece redescobrir os encantos que a cidade oferece, mas que insistimos em ignorar usando como desculpa a correria do dia a dia.
“Aqui a gente conhece nossos vizinhos. Outro dia eu vi um grupo de meninas atravessando a rua com cadeiras de plásticos pra conversar lá na Duque de Caxias. Belém é uma cidade grande que eterniza coisas que a gente só encontra em cidades pequenas”, reflete a pedagoga Ângela Oliveira, 24 anos.
Como muitas pessoas que não gostam do movimento e da superlotação dos balneários, Ângela resolveu aproveitar as férias para apreciar o que Belém tem de melhor. “Além do Parque da Residência, eu gosto de ir nas praças, no bosque, no museu... É tão bom ir ao cinema em dia de estreia e não enfrentar fila”, conta.
O pequeno Abel Júnior, 2 anos, equilibrava a fruta nas mãos enquanto os pais, Andrelicy Almeida, 25 anos, e Adecildo Palheta, 31, conversavam sob a sombra de uma mangueira. Depois de almoçarem no Ver-o-Peso, o passeio pela Praça da República era embalado pelo silêncio atípico, sem a poluição sonora rotineira dos veículos envolta. “A cidade fica melhor principalmente por causa do trânsito. Se não fosse férias, eu tava trabalhando agora”, conta Adecildo.
Izabel Florenço, 24 anos, estudante, aproveitou o sábado para levar a prima, Maynah Florenço, 5 anos, para brincar na Praça Batista Campos. Maynah era uma das crianças que aproveitavam o dia de sol para subir e descer nos brinquedos ou simplesmente correr pelo gramado do lugar. “Nós voltamos a pouco tempo de Fortaleza. Tem que manter ela ocupada, não dá pra ficar só em casa”, fala Izabel.
(Diário do Pará)
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