Nem parecia julho. Quem deixou para viajar, no último sábado, para as praias teve toda a tranquilidade no terminal rodoviário de Belém. Dava para conseguir passagem praticamente para todos os lugares mais procurados nesta época. Pouquíssimos banhistas ainda procuravam passagem para as praias mais badaladas como Salinas.
Já para quem decidiu ir para Mosqueiro a situação era bem diferente. Na Praça do Operário, onde fica a parada dos ônibus para aquele balneário, duas imensas filas ainda persistiam, às 8h30 da manhã, desde a madrugada. Teve gente que chegou de madrugada e ainda não tinha conseguido entrar num ônibus.
O servente Carlos Alberto Alves, que aguardava pacientemente há quase três horas na fila dos sentados, dizia que “no mês de julho vale tudo para chegar na praia”. Para a estudante Nayane Farias de Souza, que esperava chegar ainda pela manhã em Mosqueiro, “vale a pena, sim, passar esse sufoco todo para curtir as férias na praia”.
Muita gente não resistiu ao desejo e já estava tomando uma cerveja na fila mesmo, na maior tranquilidade. Era o caso da dona de casa Erica Bastos que resolveu “iniciar os trabalhos” na fila mesmo. Com uma latinha na mão, ela dizia que não se importava com a fila porque valia a pena para chegar à praia. A única preocupação dela era com a volta. “Se tá difícil para ir, imagina a volta. Vai ser muito pior”.
(Diário do Pará)
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