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Corpos de paraenses chegam no início da tarde

A previsão para que a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com os dez corpos dos estudantes paraenses, vítimas da tragédia no Paraná, chegue na Base Aérea de Belém por volta de 13h30 desta quarta-feira (18). O avião partiu de Curitiba às 7h30. Além de

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A previsão para que a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com os dez corpos dos estudantes paraenses, vítimas da tragédia no Paraná, chegue na Base Aérea de Belém por volta de 13h30 desta quarta-feira (18). O avião partiu de Curitiba às 7h30. Além de familiares, alguns representantes do Poder Executivo paraense receberão os estudantes.

A solicitação do avião foi feita na manhã desta terça-feira (17), pelo governador Simão Jatene, que, preocupado com o transporte dos corpos das vítimas para Belém, entrou em contato com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, José Elito Carvalho Siqueira.

Ainda não há definição de local e hora para os velórios das vítimas. O auditório da Universidade Estadual do Pará (Uepa) foi cedido para que os corpos fossem velados, mas os familiares decidiram realizar cerimônias individuais.

Um grupo formado por dez psicólogos, um médico e dois técnicos de enfermagem do Hospital Ofir Loyola, além de cinco socorristas da Cruz Vermelha, estará dando todo o atendimento e suporte aos familiares dos estudantes.

Na tarde de ontem (17), três parentes embarcaram em um voo direto para Curitiba. Segundo a empresa Fantasy Turismo, das 18 vítimas que estavam hospitalizadas, quatro foram liberadas. E todas serão trazidos de volta a Belém pela agência e que a maioria dos estudantes que estava no comboio para o Congresso resolveu voltar para Belém. “Cerca de 90% dos 156 estudantes que estavam viajando querem adiantar a data de retorno e a empresa vai trazê-los”, garante Alexandro Rocha, sócio da agência de turismo.

Versão da causa do acidente

Um tecnólogo da computação que estava num dos ônibus logo atrás do que se acidentou disse ontem que “não ficou bem claro como ocorreu o acidente”, cujas causas ele questiona. Ele vinha num ônibus atrás e não viu o acidente, mas chegou ao local em menos de meia hora e as marcas de pneus no asfalto lhe deram a “impressão de que o motorista do ônibus perdeu a curva, freou e passou direto.” Ele também disse que “ninguém viu o caminhão que teria trombado com o ônibus. Eu não vi e ninguém com quem conversei viu esse caminhão”.

O tecnólogo disse ainda que “eles (empresa) não estavam preparados para esse tipo de coisa”, criticando o fato, segundo ele, de somente o dono da empresa, uma assistente e um cunhado dele comporem a equipe da empresa na viagem.

O advogado da empresa Fantasy, Alexandre Vasquez, rebateu as críticas do passageiro. “Não tem quem diga, sem conhecimento técnico, que a culpa é de alguém. Os indícios só a perícia é que vai interpretar e a empresa confia na competência das autoridades do Paraná”, contra-argumentou o advogado.

De acordo com o advogado, “independente da responsabilidade de 'a' ou 'b', toda assistência psicológica, moral e material a empresa está dando às famílias e às vítimas. Vasquez disse também que a empresa priorizou o atendimento dos feridos, tanto que já enviou ontem quatro familiares e mais três seguem hoje para Curitiba. “Não é uma questão de abandono, mas uma questão de prioridade. (DOL)

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