O Sindicado dos Médicos do Pará (Sindmepa) realiza nesta quinta-feira (19), junto com onze sindicatos que representam trabalhadores da área da saúde do município de Belém, assembleia unificada para decidir sobre uma possível greve geral das categorias. A reunião dos profissionais está marcada para às 19h, no ginásio do Campus II da Universidade do Estado do Pará (Uepa).
Além do Sindmepa, o movimento unificado reúne sindicatos dos Enfermeiros (Senpa), Nutricionistas (Sindnut), Psicólogos (Sindosipa), Odontologistas (Soepa), Farmacêuticos (Sindfarpa), Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito), Assistentes Sociais (Sinaspa), Técnicos em Radiologia (Sintraban), e ainda dos Trabalhadores em Saúde Pública no Pará (Sintsesp) e Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Pará (Sindsaúde).
A pauta única de reivindicações defendida pelo Sindmepa contém oito itens e foi entregue no último dia 5 à Sesma. As classes pedem melhoria das condições de trabalho nas Unidades de Saúde para reverter as precárias instalações, equipamentos, materiais e medicamentos, o que, de acordo com os profissionais, tem levado ao adoecimento do trabalhador da área de saúde e comprometido a qualidade do atendimento ao usuário.
Também reivindicam a recuperação das perdas salariais, incorporação dos abonos após correção ao salário base, vale alimentação para todos os servidores da área da saúde, com valor baseado na cesta básica calculada pelo Dieese, e com garantia de refeição aos plantonistas das unidades de saúde, no local de trabalho.
Ainda sobre remunerações os trabalhadores da saúde querem pagamento do retroativo relativo ao adicional de turno, que deixou de ser pago, e o pagamento e incorporação das perdas históricas de 20,84% já reconhecidas judicialmente ao salário base.
Além disso, as categorias buscam a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da saúde, com ampla discussão com os trabalhadores da área através de suas entidades representativas e implantação da mesa permanente de negociação do SUS em Belém.
REUNIÃO
Na tarde de ontem (18), representantes dos sindicatos ligados à área da saúde participaram de uma reunião com a titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Sylvia Santos, que propôs a formação de uma comissão para acompanhar e finalizar o PCCR.
A Sesma também expôs aos médicos que foram obtidos recursos oriundos do Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade da Rede de Atenção à Saúde (QualiSUS-Rede) para a reforma de 23 unidades de saúde e casas do Programa Saúde da Família (PSF), aquisição de material e equipamentos, que já estão em processo licitatório.
Sobre o vale alimentação, a secretária informou que não possui recursos para custear o vale-refeição no valor de R$ 220 a mais de 8 mil servidores, o que geraria um custo mensal de R$ 1,8 milhão. De acordo com a Secretaria, apenas uma parte destes servidores recebe o beneficio, que são os que cumprem mais de 6h de trabalho, como garante a lei.
“Conseguimos captar mais de R$ 80 milhões do governo Federal para investir na saúde de Belém. Reconhecemos que há problemas e por isso enfatizo estes avanços”, finalizou Sylvia Santos.
Ao final da reunião, os representantes dos sindicatos pediram um prazo para apresentar o nome dos integrantes da comissão que vai acompanhar a finalização do PCCR. A Sesma precisa encaminhar o Plano à Câmara Municipal de Belém até o mês de setembro, para aprovação. (DOL)
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