A tranquilidade se fez presente na tarde de ontem na Praia Grande, em Outeiro. Intitulada pelo Corpo de Bombeiros como “o balneário mais perigoso do Estado”, o que se via em plena sexta-feira de julho era calmaria. A estimativa era de duas mil pessoas em um fluxo rotativo.
O cenário atípico da praia popular causou espanto até mesmo para os vendedores, já habituados com a movimentação de pessoas nesse período. “Espero que melhore no final de semana”, comentou o vendedor de picolé Vicente Arcanjo, 45 anos. “Costumo vender uns 150 picolés. Hoje não vendi nem 50”, lamentou.
Enquanto uns se queixavam da calmaria, outros agradeciam por poder desfrutar o momento. O casal Lindinete Assunção, 33, e Edson Cunha, 45, aproveitava a praia debaixo do guarda-sol. “Viemos preparados, com esteira e cadeira. Acho muito melhor quando está assim, sem aquela confusão”, comentou a cabeleira. Ela diz que a movimentação intensa é perigosa e que presenciou, na semana passada, o desaparecimento de uma criança de três anos. “A mãe falou para ela ir lavar a mão na água e ela acabou se perdendo, sendo resgatada mais tarde pelos Bombeiros. É complicado vir com criança aos finais de semana”, afirma.
A cena descrita por Lindinete ocorreu várias vezes no domingo passado, segundo os Bombeiros. “Foram 37 crianças desaparecidas que foram resgatadas graças ao uso da pulseira de identificação, com nome do responsável, da criança e telefone de contato”, contabiliza o major Helton, do 2º SubGrupamento Bombeiro Militar de Icoaraci. Nos dados também constam princípios de afogamento. “Temos que ficar atentos não somente com as crianças, mas com adultos que depois de ingerir bebida alcoólica querem nadar”.
FESTAS
A Praia Grande é também conhecida por atrair diversos banhistas às segundas-feiras. “Algumas sedes, como o Lapinha e o Areião, promovem festas que atraem o público, aumentando o movimento e as vendas”, explica a vendedora de cocos Maria do Carmo Pinheiro, que costuma comercializar 200 frutas por semana.
Já na Praia do Cruzeiro, em Icoaraci, a água não seduziu os frequentadores, que optaram pelo bate-papo na orla, uma vez que a praia foi considerada imprópria para banho, de acordo com o teste de balneabilidade realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
Pela primeira vez a sergipana Ive Cristina, 23, e o pequeno João Pedro, 7 meses, visitaram o lugar. “Eu quis trazê-los aqui para conhecer a cidade e aproveitar a paisagem”, conta a doméstica Marcileni Castro. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar