A direção da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará será alvo de representação ao Ministério Público do Estado (MPE), ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-Pa) e à Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil (Dioe). A medida será tomada pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) na manhã desta terça-feira (24), com pedido de providências em relação ao atendimento de bebês no hospital, que é referência no atendimento materno-infantil Estado.
O sindicato decidiu entrar com a representação após ser procurado por uma médica pediatra da Santa Casa. Ela relatou que durante plantão, na manhã desta segunda-feira (23), se deparou com várias irregularidades que podem colocar em risco a vida de mães e bebês e até mesmo a saúde dos profissionais que atuam no hospital.
De acordo com o Sindmepa, dentre os problemas relatados pela médica estão a superlotação da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), da UCI (Unidades de Cuidados Intermediários) e a internação de recém-nascidos prematuros em estado grave nas salas de partos, o que pode agravar os riscos de infecção, não só ao bebê prematuro, mas a outro que venha nascer no local.
Segundo a entidade, a médica também relatou casos de recém-nascidos mantidos vivos por ventilação manual (feita pelos profissionais) por falta de equipamentos de ventilação mecânica. Ela relatou casos de mulheres que acabaram de dar a luz, mantidas nos corredores por falta de leitos e casos de mais de um recém-nascido mantido em um único berço aquecido, por falta de vaga em berçário e a falta de leito nas enfermarias.
O Sindmepa afirmou ter sido procurado hoje por outros três médicos pedindo informações sobre como proceder em relação ao agravamento do atendimento no local. No último dia 10, um médico chegou a registrar boletim de ocorrência denunciando que bebês que precisavam de UTI estavam na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), com aumento dos riscos de morte.
Na representação, o Sindmepa levará às autoridades as circunstâncias narradas pelos médicos, as quais “ferem os mais flexíveis protocolos de prevenção à infecção hospitalar e, estão colocando em risco a vida dos recém-nascidos e das mães; ademais, a superlotação e a falta de estrutura de atendimento estão causando estresse e riscos aos profissionais envolvidos”, conforme declarou a entidade em seu site. (DOL, com informações do Sindimepa)
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