Embora não tenha sido confirmado oficialmente através de um laudo médico, a família de Victor Cauã Souza da Silva, de apenas nove anos, acredita que o menino foi vítima de dengue hemorrágica.
A criança, que apresentou quadro de febre na última sexta-feira (20), morreu na manhã de ontem, depois de uma queda de pressão, seguida de sangramento pela boca e nariz, no Pronto-Socorro da travessa 14 de Março. A mãe de Victor Cauã, Luciana Souza, grávida de oito meses, passou mal e precisou de atendimento de urgência, sendo socorrida na Unidade de Saúde da Cidade Nova, próximo à residência da família, que mora no bairro do Coqueiro, em Ananindeua.
O pai, Glauber Castro, ressaltou que sua irmã acompanhou a liberação do corpo e que teria sido constatado dengue hemorrágica. “Ela disse que leu no laudo repassado para a funerária o nome da doença e que era essa.
Segundo a sogra de Luciana, o menino estava em sua casa no bairro do Tapanã, quando se sentiu mal no início da manhã. Levado para o posto de saúde do bairro, Victor não conseguiu atendimento, segundo Marlene Moraes.
“Lá não tinha médico e uma técnica de enfermagem ainda verificou a pressão, constatando que estava muito baixa e o colocou no oxigênio. Mas nada podia ser feito no posto”.
Ela contou que com a ausência do médico a técnica liberou uma ambulância para transportar a criança ao pronto-socorro. “Eu implorei para a enfermeira deixar a ambulância levar a gente, já que só o médico podia liberar. No caminho, próximo de chegar no hospital, ele começou a sangrar muito e até vomitou um pouquinho de sangue”. Marlene ressaltou que no Pronto-Socorro da 14 de Março o médico tentou salvar o menino. “Ele logo pegou o Victor, tentou reanimar, fez massagem no peitinho, mas não teve jeito. O menino entrou lá quase morto”.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o paciente deu entrada no PSM com parada cardiorrespiratória e, mesmo após várias tentativas de reanimação pela equipe médica na sala de choque, o menino não resistiu.
A assessoria informou ainda que o corpo foi encaminhado para o Centro Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, que atestará a causa da morte. Segundo o centro, ao dar entrada, o corpo entra em processo de perícia e o resultado do laudo deverá sair no período de dez dias úteis, podendo ser estendido por mais dez dias.
(Diário do Pará)
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