Às vésperas de uma nova greve, marcada para a próxima quinta-feira (2), trabalhadores da saúde pública de Belém reuniram ontem com o procurador Alan Mansur e denunciaram o drama ao qual seriam obrigados a se submeter para prestar atendimento à população: da ausência de equipamentos, passando por problemas em serviços básicos como fornecimento de água.
Diretor do Sindicato dos Odontologistas do Pará, Luiz Otavio Barbalho afirma que o atendimento odontológico é reflexo do descaso com a saúde no município há anos. Segundo ele, na maioria dos consultórios das unidades faltam instrumentos básicos. “A realidade é de equipamento quebrado, trancado ou desmontado, não se esteriliza um instrumento em uma estufa em poucos minutos. O paciente se irrita quando o profissional se nega a fazer o atendimento, mas trata-se de um perigo muito grande de contaminação”, disse. O diretor administrativo do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, disse que, após esgotadas as negociações, a greve dos médicos, que já dura mais de 30 dias, será unificada com as outras categorias. A representante da Associação dos Servidores da Saúde do Município de Belém (Assesmub), Rosana de Oliveira, denunciou que o PSM da 14 de Março está sem UTI pediátrica.
Para Mansur, as denúncias revelam a fragilidade da atenção dispensada à saúde pública em Belém. A maior preocupação agora é com o atendimento à população e as condições de trabalhos dos profissionais. “Vamos ter condições de sistematizar os dados e verificar a melhor forma de evitar que o problema se expanda, infelizmente vemos que as questões precisam chegar ao judiciário para serem resolvidas”, disse.
SESMA
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde se defende sobre as denúncias de problemas na estrutura da rede municipal. “A Sesma ressalta que continua e sempre buscou recursos para investimento na área. Este ano, a Sesma conseguiu recursos junto ao Ministério da Saúde para reformar 23 unidades municipais de saúde e Casas do Programa Saúde da Família”.
(Diário do Pará)
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