As férias estão chegando ao fim e com elas a “Coleção Receitas do Chef”, de Wania Martins. Amanhã, o DIÁRIO publica a última das dez receitas exclusivas da série que enaltece a gastronomia paraense. Rocambole recheado com vatapá fecha o cardápio que iniciou no final de maio.
O vatapá dispensa apresentações. O rocambole idem. Texturas e sabores distintos, mas dizem que os opostos se atraem. “Não sou muito fã de misturar doce e salgado, estilo Romeu e Julieta, porém, se o pão de ló do rocambole for bem molhadinho e salgado, acho que deve ficar bom”, diz a arquiteta Aniela Kalif, 24. Isso é algo que Aniela só vai poder saber na edição de amanhã, quando conferir, na íntegra, os ingredientes e o modo de preparo.
Cada lugar tem sua regionalidade, que dá identidade aos pratos. “Nossa, o bolo de rolo de Recife é muito bom”, afirma a administradora Larissa Pimenta, 25, referindo-se a uma receita elaborada com rocambole. “A massa é bem fininha e doce”, descreve. “É algo bem famoso lá”, afirma.
Assim como tomar tacacá no calor da tarde de Belém é “coisa de paraense”, se deliciar com pratos típicos feitos com camarão é quase uma obrigação dos que aqui moram. “Conheço o vatapá que se come com arroz branco. Não gosto de misturar”, diz enfática Maria do Carmo Santos, 75, que há 45 anos trabalha com a venda de comidas típicas.
Voltando aos dizeres populares, gosto é algo que não se discute, principalmente quando se trata de culinária. “Dependendo de como é feito, pode ser que essa receita agrade, que seja bem aceita”, acredita a tacacazeira.
Mas existe também quem ache que o paladar gosta de surpresas e inovações. Foi pensando nisso que a chef de cozinha Wania Martins deu início à série de dez receitas. Com uma pitada de refinamento, ela uniu o útil ao agradável, visando satisfazer públicos distintos, tanto os que têm paladar mais exigente quanto os mais tradicionais.
CORES E SABORES
Regionalidade adicionada à sofisticação. O requinte que surge dessa união foi especialmente preparado e testado por Wania, agradando leitores e anunciantes do jornal. Com o patrocínio dos supermercados Formosa, a coleção chegou às ruas e às mesas paraenses, antes tão habituadas às típicas receitas do final de semana. O que era comumente encontrado a cada esquina da capital foi somado a ingredientes até certo ponto desconhecidos pelos paraenses.
O ensinamento que a série deixa é que pratos simples tornam-se elaborados com o auxílio de uma boa apresentação, criatividade e dicas de preparo. Não é necessário pagar caro para isso. Basta acreditar, ser curioso e testar. Você pode não acertar de primeira, mas a persistência tende a ser satisfatória ao paladar.
A reconhecida gastronomia paraense, com seus aromas, cores e sabores tão próprios foi retratada na coleção. A utilização de ingredientes da terra juntos também foi uma boa surpresa, como na receita de camarão com manga e filhote ao molho veloutê de tucupi.
(Diário do Pará)
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