Moradores do conjunto Promorar, no bairro de Val-de-Cães, em Belém, vivem sob o medo de que a qualquer momento um novo incêndio no Terminal Petroquímico de Miramar possa atingir as casas ao redor do terreno onde ficam os tanques de combustíveis da Petrobras Transportes S/A (Transpetro). Eles estão muito assustados com a explosão e o incêndio em um dos tanques na noite de quinta-feira. Dois trabalhadores ficaram feridos, mas sem gravidade, segundo a Transpetro. “Meu filho foi me chamar para dizer que o tanque estava pegando fogo. Só tive a reação de pegar os três (filhos) e sair de casa correndo”, relatou a dona de casa Jacira Moraes, 40, que há cinco anos viveu a tragédia de um incêndio na Terra Firme, quando perdeu tudo.
Ontem, o expediente na empresa foi normal e, segundo trabalhadores do Terminal, a área não estava nem isolada. Equipe do Corpo de Bombeiros fez perícia no local e o laudo deve sair em até um mês. A empresa não respondeu se o acidente vai provocar prejuízos no fornecimento de gás e o que pode ter provocado a explosão. Também não justificou as atividades normais após o incêndio. No terminal, são armazenados 206.847 metros cúbicos de produtos líquidos e gasosos altamente inflamáveis, em 92 tanques.
(Diário do Pará)
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