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Férias escolares quase chegando ao fim

O movimento de saída da cidade começou tranquilo, neste último final de semana das férias escolares. De carro ou de navio, quem decidiu aproveitar as praias e balneários da cidade não enfrentou grandes transtornos para viajar. Em média, 55 carros por minu

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O movimento de saída da cidade começou tranquilo, neste último final de semana das férias escolares. De carro ou de navio, quem decidiu aproveitar as praias e balneários da cidade não enfrentou grandes transtornos para viajar. Em média, 55 carros por minuto passavam pela barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ananindeua. Nos portos, houve filas, mas iguais as que são registradas em um dia comum. No Terminal Rodoviário de Belém, por onde deve passar cerca de 40 mil veranistas, o movimento podia ser considerado calmo. Até mesmo na Praça da Leitura, em São Brás, não houve tumultos e o número de pessoas foi bem menor se comparado com os finais de semanas anteriores. Mosqueiro, Salinas e Bragança são os destinos mais procurados nesse último final de semana.

Logo no início da manhã, o cenário foi de um dia aparentemente comum no Terminal Rodoviário de Belém. Poucas filas e até assentos vazios para quem precisa esperar pela hora de embarcar. A movimentação era maior nos guichês de venda de passagens para Mosqueiro e Salinas, mas que ainda disponibilizavam bilhetes para viajar sentado – diferente dos dois últimos finais de semana quando as passagens se esgotavam logo no início da manhã de sexta-feira.

Para algumas pessoas, o momento era de voltar para casa depois de quase um mês de férias, como no caso do estudante Dimitrius Dias, 25, que voltou ontem para Abaetetuba. “Vim passar as férias em Belém e, agora, estou voltando. Fica o gostinho da saudade e a vontade de querer ficar um pouco mais”, comentou.

Do outro lado da rua, na Praça da Leitura, o movimento também era considerado fraco. Às 10h40, não havia nenhum ônibus no ponto e os usuários estavam a espera. De acordo com os fiscais da Companhia de Transportes de Belém (CTBel), pela manhã, apenas 35 ônibus completavam a frota – 13 a mais do que um dia comum.

PORTOS

Nos portos, a expectativa de movimentação intensa foi frustrada. “Tá fraco, já desaqueceu bastante. Esse horário, na semana passada, já tava lotado”, diz o comandante Waldemir Borges, referindo-se à embarcação que seguia para Cametá, na tarde de ontem, com lotação para 152 passageiros, e muito espaço desocupado.

Com a rede atada, bebê a tira colo e pronta para encarar de oito a dez horas de viagem, a administradora Emely Santos, 37 anos, seguia rumo a Cametá, de barco. Duas vezes por ano ela faz esse percurso, no carnaval e nas férias. “Meu esposo é de lá e tenho que acompanha-lo”, diz.

Sempre acostumada com a estrada, dessa vez, ela teve que viajar de barco. “Fica melhor para o bebê, assim a gente pode andar um pouco, acalmar e também é mais ventilado”, compara, referindo-se ao filho Henzo Rafael, de 6 meses.

MOSQUEIRO

Nas estradas também houve calmaria. Ao contrário do que se esperava, nada de longos congestionamentos, filas intermináveis e motoristas nervosos.

Na Praça da Leitura, cerca de 8.400 pessoas embarcaram rumo à ilha, segundo a CTBel. Na volta para casa, no domingo, a quantidade de coletivos será de 103. “É bom lembrar que a linha encerra as atividades às 22h e começa a ter uma redução no número de ônibus a partir de 20h. Por isso, é melhor se preparar para voltar mais cedo”, aconselha Airton Borges, coordenador de Fiscalização da companhia.
A autônoma Caroline Lobato, 22 anos, que foi curtir o final de semana em Mosqueiro com a namorada Suzane Mendes só retornará da ilha na segunda. “Estamos indo ficar na casa de amigos e devemos voltar na segunda à tarde, para evitar transtornos”, disse.

Na beirada da BR 316, o ambulante Frank Paulo Trindade, 37 anos, esperava um ônibus, juntamente com a família, para ir à ilha de Mosqueiro. “Já passou uns cinco, mas eles não param e olha que nem estão lotados”, afirma espantado. Depois de um tempo de espera, ele conseguiu subir no coletivo. “Estamos indo vender amendoim, cada um de nós quatro vende no mínimo 300”, conta.

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