plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Impunidade é criticada em relatório do Senado

Em suas 42 páginas, o relatório da Comissão Especial do Senado que esteve em Anapu dias depois do assassinato de Dorothy Stang é duro ao criticar a impunidade, a violência na luta pela terra, as ameaças que a missionária sofria e a omissão das autoridades

twitter Google News

Em suas 42 páginas, o relatório da Comissão Especial do Senado que esteve em Anapu dias depois do assassinato de Dorothy Stang é duro ao criticar a impunidade, a violência na luta pela terra, as ameaças que a missionária sofria e a omissão das autoridades, estaduais e federais, na apuração das denúncias que a elas eram endereçadas.

Provocada por um dos ofícios do procurador Felício Pontes e uma carta de irmã Dorothy, que denunciava a violência contra as famílias de agricultores nas terras do Projeto de Desenvolvimento Sustentado (PDS), a Polícia Militar realizou sindicância em 29 de outubro de 2004 - quatro meses antes de a missionária ser morta.

No relatório da operação, a PM chegou a seguinte conclusão: “diante das dificuldades de locomoção para o local onde houve o conflito, bem como foi proibido a entrada ou permanência de policiais em qualquer local de conflito de terras por parte das autoridades de segurança do Estado, ficou prejudicada uma melhor elucidação dos fatos”.

SENADORES

O relatório dos senadores faz a observação contundente sobre o fato: “a própria autoridade de segurança pública estadual proíbe que os policiais desempenhem sua função precípua, que é a de mediar e reprimir conflitos, promovendo a ausência deliberada dos agentes da segurança onde eles são mais necessários”.

Recuando no tempo, em agosto e setembro de 2003, os movimentos sociais de Anapu, incluindo Dorothy Stang, denunciaram com detalhes a autoria, as invasões, violências e crimes nos lotes destinados aos PDS. Nesses documentos estão descritos, lote por lote, as ações criminosas empreendidas. Importante ressaltar, que na denúncia de setembro de 2003, assinada pelo então vice-prefeito Francisco de Assis dos Santos Sousa e pela missionária, chamam a atenção para as derrubadas ilegais dentro das áreas do PDS de Anapu, feitas por fazendeiros, grileiros e madeireiros.

No corpo do documento, na relação de denúncias, é citado justamente o lote pivô do crime: “o senhor conhecido como Taradão vem fazendo grande derrubada no lote 55. E no lote 48 onde existe um projeto falido da Sudam o mesmo está derrubando 300 alqueires”. Neste relatório não é mencionado o nome de“Bida”, suposto mandante do homicídio de Dorothy Stang. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!