As vitrines ainda estampam liquidações direcionadas, sobretudo às mulheres. Faltando duas semanas para o Dia dos Pais, são poucas as lojas que fazem uso do tema. A movimentação em busca do presente do paizão ainda é pequena. A expectativa é que as vendas comecem a aumentar na segunda semana de agosto.
As despesas com as férias escolares, com cinco finais de semana, podem justificar a ínfima venda de artigos prediletos dos pais: eletrônicos, camisas de times e vestuário. “Os pais gostam bastante de tecnologia, mas até agora as vendas estão na média da normalidade. Esperamos que com promoções direcionadas aumentem”, afirma Bruno Bastos, consultor de uma loja de itens tecnológicos.
O final de mês, nada propício às compras, também pode influenciar na baixa movimentação. “Esperamos que as coisas melhorem com a chegada de agosto, as pessoas já vão estar com dinheiro no bolso”, acredita Glaub Valente, vendedor de artigos esportivos.
Mas deixar para a última hora não é o que a auxiliar de contabilidade Daiane Goberto, 20, gosta. Ela preferiu evitar as filas e confusões e já garantiu o presente do pai. Para não cair na “mesmice”, optou por artigos personalizados. “É diferente. Não é legal dar o que ele já tem, não tem muita graça”, diz. Ela garante que não vai cair na tentação de entregar o presente antes da hora. “Compro logo que já é pra ficar guardado e não correr o risco de comprar algo que ele não goste. Aí, o presente já fica na espera”, conclui.
Almofadas, canecas, itens para escritório e porta- retratos são os mais procurados por quem escolhe esse tipo de lembrança. Acompanhada dos filhos e do sobrinho, a doméstica Karla Cristiane Lelis, 35, foi a um shopping a passeio, mas não deixou de “dar uma olhadinha” nas vitrines com possíveis presentes para o Dia dos Pais. “Com as férias e o final do mês, ainda não dá para comprar. Então, é melhor deixar para comprar depois. Viemos só olhar, quando vier para comprar, venho sozinha, porque com eles não dá”, conta.
(Diário do Pará)
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