Após a reunião com representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação e integrantes de associações que participam do movimento grevista o governo anunciou que não vai alterar a proposta apresentada na semana passada, que prevê reajustes de 25% a 40% e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13, e disse ainda que enviará ao Congresso Nacional a proposta de reajuste salarial e de reestruturação do plano de carreira. A reunião foi realizada ontem (1°) no Ministério do Planejamento. A maioria das instituições não aceitaram a proposta e continuam em greve.
“O governo tinha dito que iria ouvir as entidades, mas que já tinha uma decisão. Só que ele não pode impor um acordo que foi negado no Brasil inteiro. A atitude foi intransigente e radical”, disse Rosimê Meguins, diretora geral da Associação de Docentes da Universidade Federal do Pará (Adufpa).
Das quatro entidades que representam os docentes federais, três se recusaram a firmar acordo e anunciaram que seguem em greve, sendo elas: o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta.
“Nós vamos seguir em greve. O Proifes não representa ninguém. Até mesmo as instituições que eles dizem que representam não estão de acordo”, ressaltou a diretora da Adufpa.
Marinalva Oliveira, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes e Instituições de Ensino Superior, disse que esse acordo não tem representatividade. “A greve vai continuar. Vamos ver quem tem mais força neste processo”, afirmou.
Segundo Rosimê Meguins, Vera Jacob, intitulada como delegada, participou da mesa durante a negociação e Andréa Solimões participou como observadora, ambas representando a UFPA.
Durante a tarde de hoje (02) o comando de greve local fará uma reunião para analisar o ocorrido ontem, em Brasília, e amanhã (03), a partir das 9h30, no hall da reitoria da UFPA, será realizada uma assembleia.
"Por volta das 12h de amanhã já teremos uma direção do que será feito. Mas tenho certeza que a greve não vai acabar", disse Meguins.
(DOL, com informações da Agência Estado e do Jornal do Brasil)
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