O Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Belém (Sisbel) convocou na tarde de hoje (2) uma coletiva de imprensa para comunicar que não aderiu ao movimento de greve dos profissionais da saúde que atuam no município. O Sindicato esclareceu que não é contra as reivindicações feitas pela categoria, mas acredita que os 12 sindicatos que representam os profissionais da saúde e estão à frente do movimento, não têm legitimidade para manter a greve.
O Sisbel acredita que a luta pelas reivindicações deve ser feita por via judicial, e comunicou também que amanhã (3) dará entrada em uma ação judicial pedindo o pagamento do vale-alimentação a todos os servidores da Sesma.
Os servidores da saúde municipal de Belém paralisaram as atividades a partir da 0h de hoje. Os médicos da saúde municipal já estavam em greve desde 20 de junho e agora enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, dentistas, farmacêuticos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e técnicos em radiologia aderiram ao movimento.
Emílio Conceição, presidente do Sisbel, afirma que os servidores da saúde, a partir do momento em que passam a ser funcionários públicos, devem ser representados pelo Sisbel. “A gente entende que tem muitos sindicatos envolvidos que não têm legitimidade para representar os trabalhadores da saúde como servidores”, defende. O dirigente também afirmou que o sindicato não é contra as reivindicações, mas acredita que a greve não é a solução. “Nós achamos que essa greve é mais política do que em favor da categoria. O Sindsaúde, por exemplo, representa os trabalhadores do estado, e não do município, é outra esfera”, argumenta o presidente.
Além do Sindicato dos Médicos do Pará, outros sindicatos e a uma associação integram a paralisação na saúde municipal, entre eles: os sindicatos dos Enfermeiros (Senpa), dos Nutricionistas (Sindnut), dos Psicólogos (Sindosipa), dos Odontologistas (Soepa), dos Farmacêuticos (Sindfarpa), dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito), dos Assistentes Sociais (Sinaspa), dos Técnicos em Radiologia (Sintraban), e ainda os Trabalhadores em Saúde Pública no Pará, ligados ao (Sintsesp), ao Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Pará (Sindsaúde) e à Associação dos Servidores do Município de Belém (Assesmub).
(DOL)
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