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Estudantes protestam contra reajuste de tarifa

Enquanto os ônibus já estampam o novo valor e os usuários passaram a andar com mais dinheiro, e, principalmente, mais moedas, integrantes de movimentos sociais e entidades estudantis realizaram ontem uma manifestação para ratificar a revolta contra o reaj

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Enquanto os ônibus já estampam o novo valor e os usuários passaram a andar com mais dinheiro, e, principalmente, mais moedas, integrantes de movimentos sociais e entidades estudantis realizaram ontem uma manifestação para ratificar a revolta contra o reajuste da tarifa urbana na Região Metropolitana de Belém, que desde a última quarta-feira passou de R$2 para R$2,20.

Para Tâmara Figueiredo, estudante de Direito da UFPA e integrante da União Nacional dos Estudantes (UNE), o aumento da passagem ocorreu num momento estratégico. “Como era ainda época de férias muitas pessoas sequer sabiam do fato e não puderam pressionar. Mais uma vez, o estudante e o trabalhador assalariado são os mais prejudicados. Pode parecer pouco 10 centavos por dia, no caso da meia passagem, mas somando na semana já é um grande impacto no orçamento”, disse.

CRÍTICAS
Com faixas e carro-som, o protesto foi conduzido com discursos enérgicos, criticando a atual gestão municipal e as condições do serviço de transporte urbano da capital. Na sede do Ministério Público do Estado, eles entregaram uma ação alegando abusividade no aumento do preço das passagens de ônibus.

Segundo o advogado Denis Melo, representando a classe estudantil, o objetivo é que o MPE dê entrada numa ação civil pública com pedido de liminar para suspender o reajuste imediatamente. No mérito do processo a justificativa é de ilegalidade pelo reajuste acumulado, acima do valor da inflação no mesmo período.

“Vivemos uma precariedade na educação, na saúde, no transporte”, afirmou a representante do DCE Unama Emanuele Neri.
Passando pelo local no momento do protesto, o eletricista Carlos Adenilson Costa apoiou a mobilização. “É bom ver que os jovens se preocupam com esses assuntos, não são tão desligado quanto os mais velhos dizem”, opinou.

O alcance do ato, contudo, levantou receio no trabalhador. “É uma pena que não vá mudar em nada. Porque as vezes mesmo quando a justiça manda baixar o preço a prefeitura bate o pé e nada muda. Não tenho esperança em pagar R$2 de novo”, admitiu.
No próximo dia 9, às 9h está prevista outra manifestação. Desta vez a caminhada sairá da Praça do Operário, em São Brás, e percorrerá a avenida Governador José Malcher até a Praça da República. A escolha da via se deu pela concentração de escolas na via.

(Diário do Pará)

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