O Pará nunca teve uma premiação que valorizasse a produção publicitária no Estado. Isso ocorreu até 2010 quando o DIÁRIO lançou a primeira edição do Prêmio Diário de Publicidade, que este ano promove a sua terceira edição. O efeito imediato da iniciativa foi, principalmente, sacudir o mercado publicitário paraense, estimulando de maneira saudável a competitividade e a criatividade. Com o advento do prêmio, o impacto nas agências foi altamente positivo, já que são os clientes – que também são anunciantes – que julgam as peças publicitárias. A grande novidade esse ano é a inclusão de peças televisivas no prêmio, veiculadas na RBATV.
A Galvão Publicidade foi a primeira agência a ganhar na categoria Varejo em 2010, com a peça “Nem tudo que cai na rede é peixe”, criado para uma loja de sapatos. Pedro Galvão, diretor de criação da agência, destaca que o estímulo maior do prêmio é a motivação dos profissionais envolvidos e da atividade publicitária do Estado como um todo.
“O prêmio do DIÁRIO é único no Estado e todos querem se destacar e concorrer à premiação. A iniciativa mexe com os negócios, com o mercado e com as agências”, diz Pedro. A Galvão permanece na disputa desse ano, concorrendo com várias peças. A Mendes é uma das agências mais tradicionais e premiadas do Estado e também ganhou na categoria varejo ano passado com a peça “Você sempre na moda” feita para um grande magazine da cidade. Osvaldo Mendes, diretor de operações da agência, avalia que o prêmio é um incentivo à criação que beneficia tanto a agência quanto o cliente. “Quanto mais criativo o anúncio, mais ele vende. Se vende mais, é sinal de que é bom e satisfaz o cliente. E se é de fato bom, ganha prêmios”, justifica.
A Mendes também concorre na terceira edição do prêmio com várias peças de varejo. Ele lembra que as peças na Mendes são criadas não para ganhar prêmios, mas para gerar resultados. “Agora, se a peça é criativa e ganha prêmios, como esse do DIÁRIO, é por que estamos no caminho certo e isso é bastante estimulante para o profissional da publicidade”, destaca.
Primeira seletiva 2012 do prêmio ocorreu em junho com 77 peças publicitárias na área de impresso e TV. A segunda seletiva ocorrerá na próxima quarta-feira (8) no hotel Crowne Plaza, quando os 21 jurados analisarão as peças veiculadas nos meses de junho e julho e de onde sairão mais três peças de varejo e outras três institucionais em impresso e em TV. Ao todo serão realizadas seis seletivas nesse ano.
O objetivo principal do prêmio é, segundo Jader Barbalho Filho, diretor-presidente do DIÁRIO, estimular uma competição saudável entre as agências, tendo como fim a melhora na qualidade dos anúncios publicados. “O projeto Orgulho do Pará procurou valorizar as nossas coisas, o que fazemos aqui. O Prêmio DIÁRIO de Publicidade segue nesse mesmo caminho e pretende valorizar a criatividade publicitária paraense”. Jader diz ainda que é bastante perceptível a melhoria da qualidade no trabalho realizado pelas agências nos últimos três anos, desde o I Prêmio Diário de Publicidade, realizado em 2010.
Camilo Centeno, diretor-geral da RBA, ressalta que a inclusão no prêmio das campanhas veiculadas na RBATV já vinha desde a primeira edição, mas apenas nesta terceira edição isso foi possível. “Era uma demanda das próprias agências de publicidade e conseguimos agora através desse formato. Agora percebemos que a premiação fica mais completa ao contemplar tanto as peças impressas como as televisionadas”, disse. De acordo com Centeno, incluir a TV era um passo natural pelo sucesso que já estava ocorrendo no jornal. “Quem ganha com esse aumento da qualidade é o cliente e, no nosso caso, o telespectador”.
PRIMEIROS COLOCADOS
Os primeiros colocados, em cada uma das categorias ganharão uma passagem para Paris (França) e, caso queiram, podem ter suas peças inscritas para o Leão de Cannes, prêmio máximo da publicidade mundial. As peças que concorrem ao prêmio devem obedecer determinados critérios. Apenas anúncios criados por agências locais, veiculados no DIÁRIO podem participar do concurso, com formatos a partir de um quarto de página. As peças de TV seguem o mesmo critério: os vt’s têm que ser feitos por agências locais.
Todos os anúncios das agências, veiculados dentro das especificações do regulamento, estarão concorrendo automaticamente, divididos nas categorias institucional e varejo. Ao final do concurso, além da premiação, todos os anúncios vencedores serão publicados numa página colorida no DIÁRIO e na RBATV, cada um com sua respectiva ficha técnica.
O corpo de jurados do prêmio é essencialmente técnica, sendo formada por representantes de empresas locais que também são anunciantes. Ou seja, as melhores peças publicitárias serão escolhidas pelo próprio mercado, o que confere ainda mais credibilidade ao prêmio. A inovação foi saudada pelo mercado publicitário paraense. A expectativa pelo anúncio é grande entre agências de publicidade, clientes e jurados.
(Diário do Pará)
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