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Mães mostram importância da doação

Os 400 litros de leite recolhidos mensalmente através de doações ao Banco de Leite da Maternidade da Santa Casa ajudam a salvar a vida de metade dos bebês internados no hospital, com média de 120 crianças em estado de risco. Por isso, as doações precisaam

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Os 400 litros de leite recolhidos mensalmente através de doações ao Banco de Leite da Maternidade da Santa Casa ajudam a salvar a vida de metade dos bebês internados no hospital, com média de 120 crianças em estado de risco. Por isso, as doações precisaam dobar para que todos os bebês tenham oportunidade de receber os nutrientes únicos do leite materno.

Para incentivar isso, um ‘mamaço’ foi realizado na manhã de ontem na Praça Batista Campos. Assim que começou a amamentar a primeira filha, a universitária Juliane de Souza quis ajudar, também, os bebês da Santa Casa. Ao ver a pequena Camille, de seis meses, saudável e mamando, ela deseja o mesmo para os ‘irmãozinhos da Santa Casa’. “Me sinto muito bem. Assim como eu quero o melhor pra ela, é bom saber que posso contribuir e fazer o bem para outras crianças”, afirma.

De acordo com o secretário de estado de saúde pública, Hélio Franco, os nutrientes do leite materno são fundamentais para evitar uma série de doenças ao longo da vida da criança. “Com o aleitamento podemos evitar vários aspectos como hipertensão, diabetes, derrame... Se investirmos maciçamente na criança e na mãe, vamos mudar o perfil da sociedade”, afirma.

Segundo a presidente da Santa Casa, Eunice Begot, por ser de referência regional, o banco de leite da Santa Casa tem o papel também de incentivar a amamentação. “Temos o papel de não só captar doadores, mas também de incentivar a amamentação porque é só tendo mães amamentando é que se tem doações”, afirmou.

Responsável pela manutenção da amamentação da filha Jade Mariana já aos três anos de idade, a arquiteta Leila Pereira conhece bem a importância da amamentação para as crianças que se recuperam na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). “Minha filha ficou muito tempo na UTI e a amamentação foi a chave da recuperação dela”, afirma.

De acordo com a coordenadora estadual da saúde da criança da Sespa, Ana Guzo, qualquer mãe que tenha excedente de leite pode fazer a doação aos bancos de leite do Estado. “Quem tem excedente é só ir à Santa Casa que é feita a triagem”, explica.

Ativistas fazem ato pelo parto humanizado

Ativistas pelo direito de escolha das mulheres, do movimento a favor do parto humanizado, também fizeram ação na Praça Batista Campos na manhã de ontem. Segundo Thayssa Rocha, do movimento, as resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro que proibiam a presença de parteiras nos hospitais e de médicos em partos em casa já foram suspensas, mas continua a luta para que as mulheres possam escolher como ter seus filhos. “Viemos fazer essa caminhada para comemorar isso e para que as mulheres tenham acesso à informações para tomar suas próprias decisões”.

A advogada Ana Paula Gaia já optou por um parto humanizado. “Meu primeiro parto foi no hospital e foi maravilhoso, humanizado e contei com uma ‘doula’ (enfermeira especialista em parto)”, lembra. “Na segunda vez, eu tive uma gravidez de baixíssimo risco, tive o parto em casa com a minha família”.

(Diário do Pará)

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