Nascida na Ilha do Marajó, a funcionária pública Ângela Souza conhece bem a diversidade e a importância das essências da Amazônia. Neta de descendentes indígenas, foi apresentada desde cedo às inúmeras utilidades dos óleos, polpas, raízes e ervas que, hoje, tomam conta do mundo e figuram em mais uma fase do projeto Orgulho de Ser do Pará, que destacou, ontem, os óleos vegetais da floresta.
Para Ângela, é maravilhoso que, hoje, o potencial dessas essências seja conhecido pelo mundo através dos produtos comercializados em Brasília, Salvador, nos Estados Unidos e té no Japão. “A Amazônia é riquíssima em produtos cosméticos e medicinais e é muito bom ver que um jornal da destaque a isso”, elogia.
Segundo ela, quando ainda morava no Marajó, sua avó costumava produzir alguns produtos a partir das essências da floresta Amazônica. “Tinha vários produtos que ela fazia que a gente usava no rosto, no corpo, ela fazia de tudo”, lembra.
Responsável por difundir as riquezas do Pará aonde vai, o arquiteto e museólogo Antônio Soares também vê com bons olhos a disseminação das matérias-primas amazônicas. Para ele, a divulgação dessas riquezas e das formas de utilização pelo projeto ‘Orgulho de Ser do Pará’ é de extrema importância para o Estado.
“É importante ter essas coisas divulgadas. Tem que divulgar mesmo porque quanto mais se divulgar o que é nosso, que é único, melhor”. Para ele, os cheiros do Pará são diferentes de qualquer outra coisa. “Como as plantas aromáticas que precisariam ser melhor difundidas”, acredita.
(Diário do Pará)
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