Os agentes, escrivães e papiloscopistas policiais federais de Belém, Altamira, Marabá, Santarém e Redenção entraram em greve às 9h desta terça-feira (7). A paralisação é nacional e por tempo indeterminado.
“Tentamos evitar, mas desde 2010 que negociamos com o governo federal e não conseguimos nenhum resultado. Amanhã está previsto para os delegados entrarem em greve também”, disse Roger Barros, presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Pará.
Os policiais lutam por uma reestruturação na carreira, melhores condições de trabalho, principalmente no interior além de reajuste salarial. “Vários coletes foram comprados pelo governo e não veio nenhum feminino. Como podemos garantir a segurança das mulheres que fazem parte da equipe? Esse é apenas um exemplo das dificuldades que enfrentamos”, sinalizou Roger.
Desde as 9h30 de hoje, na sede da Polícia Federal, na avenida Almirante Barroso, em Belém, todos os grevistas começaram a entregar suas armas, já que nenhuma operação será realizada. “É uma greve pacífica e vamos manter os serviços básicos. Os pedidos de emissão de passaportes que estão agendados para hoje serão atendidos. Quanto aos atestados de antecedentes criminais vai depender da justificativa e urgência dessa emissão”, explicou o presidente do sindicato.
Amanhã, a partir das 15h, será realizada uma reunião em Brasília, com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Dependendo dos rumos da reunião a greve pode até ser suspensa, mas se for para continuar nos enrolando, não terá acordo”, ressaltou Barros.
(Natália Viggiano/DOL)
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