Teve início, ontem, mais uma fase das obras de implantação do BRT, que interditará parcialmente os cruzamentos das avenidas Almirante Barroso e Júlio César. Pela manhã, o fluxo de veículos esteve tranquilo. À noite, mesmo com a chuva, não houve registros de grandes congestionamentos no local.
Nesta etapa, os cruzamentos receberão a complementação do concreto rígido no mesmo nível do corredor da Almirante Barroso, por onde passará o ônibus do BRT, além do nivelamento do asfalto com o corredor de concreto rígido, para que os carros possam passar.
De acordo com o coordenador de engenharia da União Gestora de Projetos Especiais (UGTE) da Prefeitura Municipal de Belém, Leonardo Lopes, a interdição dos cruzamentos começará pela Júlio César e deve seguir em direção a São Brás, em cada cruzamento. “No sentido de quem segue na Júlio César, vamos interditar uma faixa. O cruzamento vai ficar mais estreito enquanto estiver em obra”, disse. A outra parte de cada cruzamento só será feita 15 dias depois da primeira.
A previsão é que essa parte das obras seja concluída no dia 20 de setembro, mas os motoristas já imaginam os transtornos que terão. “Vai complicar! Agora já está difícil, imagina com mais essa obra”, afirma a turismóloga Janize Viana. “Já imagino a dor de cabeça”, retrucou.
Obrigado a passar pelo local várias vezes ao dia, o rodoviário Carlos Alberto já deduz que terá que seguir por outro caminho. “Vai ficar ruim. Eu vou ter que dar o retorno em São Brás e isso, com certeza, vai atrasar a viagem”, acredita. “Esse cruzamento da Júlio César já é estreito, ainda mais interditando uma parte”, acredita o autônomo Domingos José.
PEDESTRES
A obstrução da via foi feita por cones de sinalização e, embora a prefeitura tenha anunciado que apenas uma faixa ficaria liberada, dois carros transitavam por vez pelo cruzamento na noite de ontem.
O transtorno maior foi para os transeuntes, já que a obstrução afetou a faixa de pesdestres, obrigando as pessoas a passar próximo aos carros para conseguir atravessar. Para a dona de casa Maria dos Santos, 51, que todo dia atravessa o cruzamento, a situação é mais complicada durante o dia, já que o número de pessoas que passam por ali é maior. “E a gente se assusta porque, com o bloqueio na faixa, a gente tem que andar até próximo de onde passam os carros. Sem contar que o espaço é reduzido”, comentou.
(Diário do Pará)
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