A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) voltou atrás e não assinou o acordo firmado com a categoria, após uma intensa rodada de negociações. Por conta disso, a greve continua.
No final do dia, a Sesma divulgou nota onde informou que ia reavaliar as propostas firmadas no acordo.
A decisão da secretaria indignou os trabalhadores, que, por meio dos sindicatos da saúde, disseram que se consideraram traídos pela prefeitura. Para os grevistas, esta foi a prova de que a Sesma agiu de “má-fé” contra eles, que só ficaram sabendo da decisão por meio da imprensa.
SESMA
Na nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a maioria das exigências estabelecidas no acordo teriam sido atendidas desde o último dia 18 de julho. A afirmação da Sesma foi contestada pelos 11 sindicatos, que alegam desconhecer qualquer reivindicação atendida.
Ao todo, foram 15 pontos discutidos entre a Prefeitura e a categoria, sendo que 13 deles seriam compromissos do Município com os trabalhadores e os dois restantes são compromissos dos sindicatos com a administração municipal. O documento, antes de ser redigido, foi discutido entre os representantes do movimento e prefeitura, por meio do chefe de gabinete Ozeás Junior.
ABUSIVA
A greve seria suspensa logo depois que o acordo fosse assinado. Como isso não aconteceu, continuarão em serviço apenas 30% do efetivo, apesar da Justiça já ter considerado a greve abusiva. Os servidores ainda não decidiram quais os próximos passos a serem tomados.
Enquanto isso, esperam pela Sesma, que ficou de apresentar novas propostas – só não deu prazo para tal.
(Diário do Pará)
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