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Estudantes denunciam agressão da Guarda ao MPE

Os estudantes que realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (9) contra o reajuste da passagem do transporte coletivo foram buscar apoio do Ministério Público Estadual, após terem sido, segundo eles, tratados com truculência pela Guarda Municipal.

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Os estudantes que realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (9) contra o reajuste da passagem do transporte coletivo foram buscar apoio do Ministério Público Estadual, após terem sido, segundo eles, tratados com truculência pela Guarda Municipal.

Cinco jovens, sendo quatro homens e uma mulher, protocolaram uma denúncia no MPE contra a Guarda Municipal, apontando a ação violenta dos agentes. Eles foram atendidos pelo 2º promotor de justiça de Direitos Humanos e Controle Externo da Atividade Policial de Belém, Aldir Jorge Viana da Silva. Na tarde de hoje, o magistrado colheu os depoimentos do universitário Júlio Miragaia e do advogado que o acompanha, Virgílio Alberto Azevedo Moura.

Júlio Miragaia, militante do coletivo estudantil “Vamos à Luta”, ficou ferido durante a manifestação. Ele teve uma lesão em um dos braços e foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Pronto Socorro Mário Pinotti, na travessa 14 de março, em Belém.

Ao todo, cerca de 10 estudantes foram feridos e serão posteriormente notificados para depor no MPE. O promotor prevê que a investigação deve durar de 30 a 60 dias. De acordo com Aldir Viana, os depoimentos mostraram que os guardas municipais teriam atacado os manifestantes usando armas com balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta.

De acordo com o promotor, se os relatos forem confirmados ficará caracterizado o abuso de autoridade. “Se não ameaçavam servidores e o patrimônio público, tinha que ser buscado o diálogo para intervir na crise por parte do comando da guarda”, explicou o promotor.

Os estudantes Júlio Miragaia, Adriano Abade, Raiza Gusmão, Anderson Castro e Pedro Ivo, acompanhados do advogado Virgilio Moura, se dirigiram nesta tarde até o Centro de Perícias Renato Chaves para passar por exames de corpo de delito, procedimento necessário para averiguar as lesões corporais resultantes do embate com os guardas.

O próximo passo do MPE será ouvir o responsável pela operação e os guardas que atuaram no conflito. “Depois disso teremos um diagnóstico da situação Já solicitamos exame de corpo de delito nos estudantes machucados e vamos aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML)”, adiantou o promotor.

O TUMULTO

O confronto surgiu durante uma manifestação na manha desta quinta-feira (9), em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura de Belém, onde estavam reunidos cerca de 300 estudantes.

O motivo era o aumento da passagem de ônibus. Inicialmente, os estudantes queriam ser recebidos pelo prefeito Duciomar Costa, mas, diante da negativa, surgiu um embate entre Guardas Municipais e alunos de diversas universidades públicas e particulares de Belém.

Conforme relatos, cerca de 10 estudantes foram feridos, sendo que um mais gravemente ferido foi levado para atendimento hospitalar imediatamente. Guardas municipais também foram machucados. (DOL, com informações do MPE)

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