Os servidores da saúde de Belém decidiram manter a greve geral da categoria mesmo após determinação do juiz da 2ª Vara da Fazenda da Capital, Marco Antonio Castelo Branco, que pediu a suspensão da paralisação e o retorno imediato dos servidores ao trabalho. A continuidade do movimento foi decidido por unanimidade em assembleia dos trabalhadores na noite desta quinta-feira (9). A greve chega, hoje, ao nono dia
O diretor de organização Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, afirmou que a noticia da decisão do magistrado chegou a ele através da mídia. “Os nossos advogados já estão por dentro do assunto e prontos para entrar com os recursos necessários desta decisão judicial”, disse Gouveia.
O médico grevista criticou a posição da juiz que prevê a condução dos presidentes dos sindicatos até a um delegacia, caso a greve continue. “A greve é legal e o movimento continua. O que a gente discute agora é os novos rumos que devemos tomar. O prefeito não pode bater nos estudantes e mandar prender os médicos”, criticou.
O representante do Sindmepa informou que o Departamento Jurídico da Prefeitura de Belém entrou em contato com os advogados do movimento e propuseram uma reunião para entrarem em um acordo sobre a outra decisão do juiz Castelo Branco que considerou a greve abusiva.
“Até então, agendaram a reunião para as 10h de hoje (quinta-feira), mas avisaram aos nossos advogados quando já passava das 10h30. Quando chegaram lá, foram informados que os representantes da prefeitura tinham ido embora e a reunião foi reagendada para esta sexta-feira (10), às 10h”, conta o médico.
Representantes dos sindicatos que estão dirigindo a greve da saúde farão uma coletiva de imprensa às 11 horas desta sexta-feira (10), na sede do Sindmepa.
(DOL, com informações do Diário do Pará)
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