Técnicos-administrativos e professores federais estão reunidos desde as 6h desta sexta-feira (10), na Universidade Federal do Pará (UFPA), para chamar a atenção do Governo para o movimento grevista dos servidores públicos federais. Às 8h30, a categoria resolveu fechar os portões da universidade e impedir o acesso dos estudantes.
De acordo com Neide Solimões, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Públicos Federal no Pará (Sintsep-Pa), o protesto "acontece em todo o país, pois o Governo Federal não quer fazer nova proposta aos professores".
Cedício Vasconcelos, coordenador do Sintsep-Pa, informou que o movimento deve continuar em todo o Brasil. "O governo não está atendendo à nossa pauta de reivindicações. Estamos fazendo atos sistemáticos como tentativa de chamar a atenção da sociedade e pressionar o governo Dilma para que consigamos melhor remuneração para os trabalhadores e maiores investimentos nos serviços públicos prestados”, finalizou.
Os servidores federais devem permanecer na UFPA, com o fechamento dos portões, até o final da tarde de hoje. "A previsão é que a categoria fique no local até as 17h", informou João Santiago, do comando geral de greve local, que está na universidade. "Os estudantes do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor) forçaram os portões da universidade e conseguiram entrar", disse. Está marcado para esta manhã um seminário de Pedagogia no campus.
GREVE
No momento há 30 categorias em greve no País. Os primeiros a parar foram os professores de escolas técnicas e universidades federais, ainda no mês de maio.
Os sindicatos dizem haver cerca de 350 mil servidores parados atualmente. O governo, porém, afirma que o número é inflado pelos manifestantes. “Isso seria 60% dos servidores federais civis”, disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
O governo diz estar agido para coibir o que considera “abusos”. Anteontem, por exemplo, conseguiu na Justiça uma ordem para que os trabalhadores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantenham 70% dos quadros de cada unidade. “Certamente não processar importação e exportação nos portos é um excesso e por isso fomos à Justiça”, afirmou Miriam. “A greve é um direito, mas tem limites.”
(DOL, com informações da AE)
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