Acostumado a ir ao açougue, o garçom José Corrêa, 54 anos, estranhou a informação publicada nesta sexta-feira (10), no Diário, sobre o gado paraense. “Eu não sabia que o Pará exportava carne, um produto que aqui é muito caro”, diz.
A matéria foi a quarta das 24 reportagens da série “Orgulho de ser do Pará – Made in Pará, Made in Brazil”. Intitulada “O peso da pata do boi”, o texto jornalístico abordou o crescimento da pecuária paraense, a quinta maior do Brasil.
Mesmo indignado com questões políticas, ele que é assíduo leitor de cadernos de esportes, revela que maior que a rivalidade de Remo e Paysandu, é o orgulho que sente do clima de Belém. “No nosso verão, chove. No inverno, faz sol. Só é aqui isso, acho muito legal”, afirma.
MADE IN PARÁ
Orgulho. Sentimento de dignidade pessoal, conceito elevado ou exagerado. “Made” vem do inglês e quer dizer feito. A nova fase do “Orgulho de ser do Pará – Made in Pará, Made in Brazil” diz respeito à vaidade daquilo que é do Estado e que é reconhecido no restante do Brasil e do mundo.
Quando você admira algo, compartilha. Um lugar que a dona de casa Alessandra Lemos, 28 anos, apresentaria para alguém “de fora” do Pará é o Mangal das Garças. “É muito bonito, tem toda a questão da vista. Quem não é daqui não está acostumado a ver o rio assim, tão perto, e ter contato com a natureza, ouvir o canto dos pássaros. Eu me orgulho do Mangal e apresentaria para outras pessoas”, justifica.
SÉRIE
O estereótipo exótico é sempre lembrado quando se faz menção à Amazônia. A culinária local também seduz. Mas tem coisas que os próprios paraenses não sabem sobre o que é produzido e gerado no Estado. Por isso, o DIÁRIO está publicando reportagens sobre diversos temas, que vão da mineração à cultura, para que a população conheça – e se orgulhe cada vez mais – daquilo que vem do Pará.
(Diário do Pará)
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