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Homens são que mais procuram cirurgias

A obesidade é definida como um excesso de gordura corporal que representa a doença metabólica mais difundida no mundo. Para se livrar de vez do peso exagerado, a cirurgia bariátrica tem sido uma alternativa bastante procurada, apesar do custo elevado. Con

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A obesidade é definida como um excesso de gordura corporal que representa a doença metabólica mais difundida no mundo. Para se livrar de vez do peso exagerado, a cirurgia bariátrica tem sido uma alternativa bastante procurada, apesar do custo elevado. Contudo, o procedimento cirúrgico é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, em Belém, o Hospital Ophir Loyola (HOL) já realiza a cirurgia. Com a finalidade de traçar o perfil epidemiológico de pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica no hospital, os alunos do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Estado do Pará – Cesupa, Anny Nayara, Mauricio Tavares e Graziela de Freitas desenvolveram um trabalho de curso com foco no assunto.

Sob orientação da professora Margarete Bittencourt, a pesquisa foi realizada em 38 pacientes de 18 a 60 anos. Mais da metade dos mesmos são do sexo masculino, possuem o segundo grau completo e o estado civil casado. A quantidade de homens e mulheres entre 30 e 45 anos é maioria, sendo 68% de mulheres e quase 98% de homens nessa faixa etária. “Os dados apontam que os homens de hoje se preocupam mais que as mulheres, não estão mais acomodados, estão mais vaidosos e por isso procuram o tratamento em número maior. Qualidade de vida e bem-estar são pontos primordiais”, conclui o especialista em cirurgia geral e gastroenterologia Clayton Alencar.

Ainda de acordo com o médico, a Agência Nacional de Saúde possui uma regulamentação para que os pacientes possam ser submetidos à cirurgia. “Os pacientes que têm Índice de Massa Corpórea (IMC) maior ou igual a 40Kg/m² registrados em tratamentos clínicos sem efetividade e os pacientes com IMC entre 35 a 39,9Kg/m² portadores de doenças crônicas ocasionadas pela obesidade, diabetes, apneia do sono e outras”, pontua Clayton.

A obesidade é dividida em dois tipos, conforme o modo e o percentual em que a gordura está distribuída em determinadas áreas do corpo. A obesidade na parte superior do corpo é definida como obesidade central, abdominal ou masculina, já a obesidade na parte inferior do corpo é conhecida como feminina.

Este tipo de doença não afeta só a parte física, atinge também o lado psicológico e emocional. Na busca por uma vida mais confortável e saudável, o universitário Ronald Coriolano cogitou a possibilidade de encarar a cirurgia, mas se desestimulou com a demora do processo. “Leva muito tempo, são muitas consultas. Essa demora é ocasionada por se tratar de um tratamento multidisciplinar que abrange várias consultas e exames”, relata Ronald.

A cirurgia exige muitas avaliações pré-operatórias e elas variam de acordo com o paciente. Normalmente, é preciso passar por alguns especialistas, como cardiologista, endocrinologista, psicólogo, nutricionista, anestesiologista e pneumologista.

Segundo o especialista em cirurgia geral, existem dois tipos de procedimentos para que a cirurgia seja realizada. “Tem a cirurgia bariátrica convencional ou a corte, que é feita com incisão no abdômen ou a cirurgia laparoscópica que a priori é aplicado gás carbônico e realizada através de um vídeo com o auxílio de uma microcâmera que filma o que há no abdômen do paciente”, ressalta o médico.

Para se submeter à cirurgia no HOL, o paciente pode ir diretamente ao hospital ou pode ser encaminhado por uma Unidade Básica de Saúde da capital ou interior. O procedimento cirúrgico só é realizado após triagem e o diagnóstico de que o paciente realmente necessita da cirurgia.

Além de focar no perfil dos pacientes que se submetem à cirurgia no Ophir Loyola, os alunos também destacaram as comorbidades como diabetes, artrite, lombalgia, asma, bronquite, apneia do sono, entre outras. “As comorbidades são as principais responsáveis pelo controle de peso, sendo estas doenças comuns em pacientes com obesidade”, explica a aluna de enfermagem Anny Nayara. Segundo pesquisa feita pelos estudantes em relação aos pacientes do HOL, a hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a patologia mais frequente, tanto em homens como em mulheres, com percentuais que variam de 33% a 48%.

(Diário do Pará)

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