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Estudantes farão ato contra aumento da passagem

A manhã desta terça-feira (14) vai ser marcada por mais um protesto em Belém. Estudantes secundaristas e universitários, além de trabalhadores de diversas categorias e 28 entidades estudantis, sindicatos e movimentos estão convocando uma nova manifestação

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A manhã desta terça-feira (14) vai ser marcada por mais um protesto em Belém. Estudantes secundaristas e universitários, além de trabalhadores de diversas categorias e 28 entidades estudantis, sindicatos e movimentos estão convocando uma nova manifestação contra o aumento da passagem de ônibus na Região Metropolitana de Belém (RMB).

A mobilização está marcada para começar às 9 horas, com concentração na escadinha ao lado da Estação das Docas. Porém, os alunos estão programando agitações na frente de escolas secundaristas a partir das 7 horas da manhã, para convocar os seus colegas ao ato público.

“Nós passamos em sala em várias escolas de Belém e de Ananindeua e o sentimento dos estudantes é de muita indignação com o aumento da passagem e com a repressão aos seus colegas. Amanhã (terça-feira) também vamos contar com a presença dos servidores da saúde e do serviço público federal, que estão em greve”, conta Samantha Caldas, estudante de enfermagem do Cesupa, membro do Coletivo Vamos à Luta e uma das organizadoras da mobilização.

Apesar de ter a redução da passagem para R$ 2 como principal proposta, os estudantes querem ser recebidos pelo prefeito Duciomar para discutir uma extensão pauta de reivindicações sobre o transporte público da capital paraense.

“Queremos uma audiência pública com o prefeito para cobrar a revogação do aumento da passagem e para debater um projeto de transporte público de qualidade. Nossas propostas incluem o passe livre para os estudantes, meia-passagem para estudantes de cursinho, gratuidade nos ônibus aos domingos – conforme lei que foi aprovada na camara municipal, mas não foi implementada – e também acabar com a farra dos empresários do transporte, que tiveram uma dívida de R$ 88 mi perdoada pelo Duciomar”, explica Emanuelle Nery, presidente do DCE-Unama.

REPRESSÃO

 Os organizadores do movimento querem evitar qualquer tipo de repressão policial como a que aconteceu no último ato público – realizado na quinta-feira (9) -, quando a Guarda Municipal reprimiu a manifestação dos estudantes com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral.

“Nossa mobilização será mais uma vez pacífica. Queremos dialogar com a população e cobrar do prefeito melhoria do transporte, não queremos confronto com ninguém. O prefeito deve entender que os estudantes não são baderneiros. Na verdade, querem exercer seu direito de cidadãos de protestar por melhorias na cidade e na qualidade do transporte”, afirmou Júlio Miragaia, estudante de Jornalismo da Feapa, que foi um dos atingidos pela repressão ocorrida na última manifestação.

(Felipe Melo/DOL)

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