O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), e atual presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Carlos Maneschy, disse ontem, que a maior parte dos institutos federais e universidades ainda não elaboraram um calendário de reposição de aulas perdidas durante os quase três meses de greve, entre elas, a própria UFPA, conforme informou o reitor.
O Ministério da Educação (MEC) solicitou, na semana passada, por meio de circular, a todos os reitores dos institutos e das universidades federais que seja enviado o plano de reposição das aulas perdidas durante a greve. O MEC vai supervisionar diretamente sua aplicação e, pelas contas dos técnicos, os professores terão que trabalhar durante os meses de dezembro, janeiro e parte de fevereiro. Neste sentido, a expectativa do MEC é de que as universidades e os institutos retomem imediatamente as atividades acadêmicas.
NEGOCIAÇÕES
Segundo Maneschy, os reitores aguardam o desdobramento das negociações, já que apenas três instituições votaram em assembleia pelo fim da greve: Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Paraná. O reitor informou que não há orientação unificada da Andifes sobre como responder à solicitação do MEC devido à autonomia universitária.
Meneschy disse que os planos de reposição não vêm sendo debatidos em razão da incerteza quanto aos rumos da paralisação. “Só as instituições que voltaram (estão fazendo calendário). As outras não estão discutindo. A minha não está”, disse.
Procurado, o MEC ainda não respondeu quantas universidades atenderam ao pedido de encaminhar o plano de reposição.
No dia 31 de julho, o Ministério da Educação assinou acordo para o fim da greve com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), um dos quatro sindicatos que representam os docentes.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) se recusaram a ratificar a proposta e orientaram as bases a endurecer o movimento. Desde então, assembleias de professores em vários campi votaram pelo prosseguimento da greve.
(Diário do Pará)
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