“É a prova de que a regularidade ambiental compensa”. Foi assim que o secretário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Netto, analisou os números da geração de empregos nos 91 municípios participantes. Segundo estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Diesse/PA), o grupo seguiu o cenário positivo do Estado e criou 16.589 novas vagas somente no primeiro semestre deste ano. “Consideramos que o programa deu certo porque 70% dos municípios integrantes obtiveram saldos positivos em relação ao emprego formal, ainda que os dados não considerem apenas empregos verdes”, explicou Roberto Sena, supervisor técnico do Diesse.
Os municípios que mais criaram oportunidades foram Altamira, Parauapebas e Canaã dos Carajás. Mas os que mais felicitaram o grupo foram os que vieram logo em seguida no ranking, como Santarém e Moju, no quarto e quinto lugar, respectivamente. “Os três primeiros lugares são em decorrência de investimentos minerais e de projetos, mas depois já vemos as iniciativas do programa dando resultado. Esses municípios iniciaram a transição entre desmatamento e desenvolvimento sustentável”, explicou Justiniano. No lado oposto da lista, com saldo negativo de emprego, estiveram Almeirim, Dom Eliseu e Jacundá.
Em relação aos empregos verdes, as principais vagas surgiram na economia do dendê, na agricultura familiar, no reflorestamento e na fruticultura. “O Pará ainda tem 15 municípios na lista do desmatamento. Mas antes de atrair novos integrantes queremos também capacitar os municípios que já aderiram para que eles façam a própria gestão ambiental”, lembrou Justiniano.
Para os municípios que estão saindo da lista dos “desmatadores da Amazônia”, o Governo do Estado, por meio de acordo estabelecidos entre o Programa Municípios Verdes e as instituições financeiras Banco da Amazônia e o Banco do Brasil, garante uma série de vantagens, como incentivos fiscais, abatimento de impostos, facilitação no acesso ao crédito e financiamento de empreendimentos. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente garante o desembargo das áreas que estavam suspensas devido à questão do desmate ilegal.
Entre as áreas com menor adesão estão a Ilha do Marajó e o nordeste Paraense, incluindo Belém. “A adesão é voluntária. Fazemos um trabalho de aproximação, mas cabe ao município participar do programa. Belém tem uma grande área verde, se pensarmos a região das ilhas, mas até agora não se interessou pelo programa”, afirmou.
(Diário do Pará)
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