Pais de alunos atendidos pelo projeto “Anjos da Guarda”, da Guarda Municipal de Belém (GBel), reuniram-se em frente à antiga sede do órgão, na rodovia Arthur Bernardes, para protestar. Segundo os manifestantes, que são moradores do bairro do Tapanã, as atividades do projeto passarão a ser realizadas em outro espaço. “O projeto está indo para a (avenida) Pedro Álvares Cabral e muitos pais não têm condições de levar os filhos para lá, seriam quatro passagens de ônibus por dia”, contou Simone Bahia, mãe de três alunos atendidos.
Para tentar reverter a situação, os pais se mobilizaram e conseguiram outros espaços onde as atividades poderiam começar a ser desenvolvidas. “Arranjamos um espaço que seria uma igreja aqui da área e um outro local”, afirmou. Porém, os moradores ainda não teriam conseguido discutir a questão com a guarda.
A inspetora geral da GBel, Ellen Margareth, confirmou que as atividades do projeto passarão a funcionar na sede situada na avenida Pedro Álvares Cabral e informou que está agendada para hoje uma reunião com pais dos alunos. “A sede (da Arthur Bernardes) não é própria e o projeto precisa funcionar onde estiver a sede da guarda. Mas isso não vai acabar e vamos incluir ainda outros bairros no projeto”.
O “Anjos da Guarda” atende crianças de bairros como o Tapanã, Pratinha, Bengui, além de Outeiro e Icoaraci. Elas participam gratuitamente de diversas atividades, como judô, vôlei e aulas de cidadania.
(Diário do Pará)
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