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Secretário diz que greve colaborou para Ideb ruim

O secretário de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro, apresentou, na manhã desta quinta-feira (16), em entrevista coletiva à imprensa no auditório do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), em Belém, a avaliação das notas do Pará apontadas pelo Índice de Desenvol

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O secretário de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro, apresentou, na manhã desta quinta-feira (16), em entrevista coletiva à imprensa no auditório do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), em Belém, a avaliação das notas do Pará apontadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes ao ano de 2011 e as ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com objetivo de melhorar a qualidade do ensino no Estado. O Pará apresentou o pior Ideb do Ensino Médio no Brasil, segundo avaliação divulgada na terça-feira (14) passada pelo Ministério da Educação (MEC).

Ao argumentar sobre o desempenho ruim do Pará no Ideb, Cláudio Ribeiro observou o contexto em que a Prova Brasil foi aplicada no estado, em novembro de 2011. “O fluxo que é calculado pelo Ideb é relativo ao ano de 2011”, disse o secretário, observando que a Prova Brasil foi aplicada durante a greve de professores, que durou 52 dias, 34 deles letivos. De acordo com ele, uma paralisação longa, como a do segundo semestre do ano passado, normalmente influencia no fluxo dos estudantes, sobretudo na evasão dos jovens que acabam buscando alternativas para a preparação ao vestibular.

O Ideb é um indicador bienal da qualidade do ensino no Brasil, criado em 2005 e aplicado a partir de 2007, que avalia as escolas municipais, estaduais e particulares da educação básica brasileira. Participam do levantamento estudantes dos anos iniciais (4ª e 5ª série) do ensino fundamental, das séries finais (8º e 9º ano) do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. O indicador é calculado a partir do desempenho dos alunos na Prova Brasil, que avalia as habilidades em português e matemática; e do fluxo, que mede os índices de aprovação ou reprovação dos estudantes e de abandono.

AÇÕES
Visando a melhoria dos índices da educação paraense, a Seduc alegou que tem viabilizado um conjunto de ações. Segundo a Secertaria, ano passado foi realizado um trabalho específico para o Ideb, com 2,4 mil professores de matemática e português do ensino fundamental que ministram aulas para 130 mil estudantes, em escolas estaduais e municipais de 60 cidades.

Este ano, a rede estadual implementou o projeto Jovem de Futuro, vinculado ao Programa Ensino Médio Inovador (Proemi), por meio de parceria entre Seduc, MEC, Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e Instituto Unibanco. O projeto começou este ano, com 132 escolas de ensino médio. Com autonomia de gestão, a partir de um planejamento específico, cerca de R$ 12 milhões começaram a ser repassados, neste segundo semestre, diretamente para as escolas participantes.

Em 2013, outras 260 escolas de ensino médio ingressarão no projeto e, até 2014, todas as 564 de ensino médio farão parte dele. “O Jovem de Futuro atua na melhoraria da performance do aprendizado dos estudantes e na redução da evasão escolar, o que tende a ter um grande impacto no resultado do Ideb a partir de 2013”, afirmou o secretário.
“Desde o início do governo, estabelecemos que para a Secretaria de Educação é fundamental ter a visão de que a educação do Pará não é apenas a educação das escolas estaduais, mas sim das escolas públicas de forma geral no estado. É sempre bom lembrar que o tempo dos resultados na educação não é de curto prazo. Isso é reconhecido universalmente; na educação os resultados se apresentam em médio e longo prazo”, afirmou Cláudio Ribeiro.

O secretário falou ainda sobre o quadro da educação paraense no início do atual governo. “Encontramos a educação do Pará em uma situação muito delicada. Tivemos 2011 para planejar as mudanças”, ressaltou. No mesmo ano, a rede estadual negociou junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um empréstimo já aprovado, no valor de US$ 307 milhões, e que será aplicado especificamente na melhoria da qualidade da educação, a partir da estrutura física das escolas, de investimentos em programas e projetos de ensino e na correção da distorção entre idade e série, gestão escolar e comunicação.

Outra importante ação, segundo o secretário, é o Sistema Paraense de Avaliação da Educação, que será compartilhado com os municípios. O projeto piloto do sistema funcionará a partir deste ano, em escolas do ensino médio. “Queremos avaliar a qualidade anualmente e, assim, podermos desenvolver trabalhos direcionados”, disse, acrescentando que como o Ideb ocorre a cada dois anos, o sistema estadual proporcionará uma ação mais rápida e eficaz. (DOL, com informações da Agência Pará)

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