Centenas de mães levaram seus filhos para a Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização do Esquema Vacinal. Crianças menores de cinco anos choravam com medo das vacinas. Algumas agulhadas, outras gotinhas e um berreiro generalizado. O dia D, no último sábado, disponibilizou 11 vacinas que previnem mais de 10 doenças. O objetivo da Campanha é atualizar o esquema vacinal das crianças e marca a utilização da vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenzae B e hepatite B; e da vacina injetável contra poliomielite (VIP).
Mateus Silva, 4, saiu da sala de vacinação assustado. “Ele veio tomar a vacina contra gripe, era a única que faltava”, disse o pai Moises Silva. Já Edilson, 1 ano e 7 meses, começou o susto na fila da gotinha. “Ele veio tomar vacina e já está com medo. Ainda bem que abriram a campanha que eu já havia esquecido”, conta a mãe Juana Celis.
A meta é vacinar 58.082 crianças contra hepatite B, 31.707 contra difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae B, 45.827 contra rotavírus, 58.242 contra febre amarela, 47.285 contra poliomielite, 52.449 contra a meningite meningocócica C, 42.077 contra o pneumococo e 47.036 contra sarampo, caxumba e rubéola.
A avó de Diego, 3, garante que ele não chora para se vacinar. Ele levou a primeira agulhada para receber a Tríplice Viral e aguentou firme, mas quando soube da segunda injeção quase fugiu. “Ele não costuma chorar, mas duas vacinas ninguém gosta”, conta dona Maria Helena Nunes. Já a Emily, 3 não aguentou nem a primeira agulha, logo começou a chorar. “Ela não está com medo, mas sempre chora quando sente a furadinha”, relata a bisavó.
Para o Secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, a campanha deve sensibilizar a população a atualizar as carteiras de vacinação. “A vacina é o melhor remédio. Ela evita, pelo menos, catorze doenças gravíssimas”, ressalta. O objetivo da campanha é aumentar as coberturas vacinais; melhorar a homogeneidade das coberturas vacinais nos municípios; manter a eliminação do sarampo e da poliomielite; intensificar as ações de imunização e reduzir a incidência das doenças imunopreveníveis.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) alerta que a partir deste ano não haverá mais a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil. Sendo assim, é importante que as crianças sejam vacinadas durante a campanha.
(Diário do Pará)
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